As altas temperaturas que atingiram diversas regiões do Brasil no fim de agosto, com termômetros chegando a 45°C no Centro-Oeste e superando 40°C em outras áreas, dão lugar à chegada de uma frente fria. Essa mudança abrupta do calor extremo para o frio representa um desafio para o organismo e pode aumentar o risco de problemas de saúde, especialmente os respiratórios.
O calor extremo por si só já sobrecarrega o sistema cardiovascular. O corpo precisa trabalhar mais para manter a temperatura interna estável, o que leva à dilatação dos vasos sanguíneos e ao aumento da transpiração para liberar calor. Esse esforço contínuo pode causar desidratação, cansaço e até insolação.
Quando a temperatura cai subitamente, o organismo precisa fazer o movimento contrário: contrair os vasos para conservar calor. Essa mudança rápida pode deixar o sistema imunológico temporariamente mais vulnerável a vírus e bactérias que causam gripes, resfriados e outras doenças respiratórias.
A mucosa do sistema respiratório, que funciona como uma barreira de proteção, também sofre com a variação. O ar frio e seco pode ressecá-la, facilitando a entrada de microrganismos. O resultado é um aumento nos casos de tosse, dor de garganta, coriza e crises de asma ou rinite para quem já tem predisposição.
Como se proteger das mudanças de temperatura e do calor extremo
Adotar algumas medidas simples no dia a dia pode ajudar o organismo a se adaptar melhor e a evitar doenças. A prevenção é a melhor forma de passar por esse período de instabilidade climática sem prejuízos à saúde. Confira as principais recomendações:
- Hidratação constante: beba bastante água, mesmo em dias mais frios. A hidratação é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico e para manter as vias aéreas úmidas.
- Alimentação leve: prefira refeições mais leves durante o calor. No frio, sopas e caldos ajudam a aquecer o corpo e a manter a hidratação. Alimentos ricos em vitamina C, como laranja e limão, também fortalecem a imunidade.
- Vestuário em camadas: use roupas que possam ser removidas ou adicionadas conforme a temperatura muda ao longo do dia. O chamado “efeito cebola” ajuda o corpo a se adaptar gradualmente às variações.
- Evite ambientes fechados: especialmente em períodos de transição climática, locais com grande concentração de pessoas facilitam a transmissão de vírus respiratórios. Se possível, mantenha os ambientes sempre arejados, abrindo janelas e portas.
- Atenção aos grupos de risco: crianças e idosos são mais sensíveis às variações de temperatura. É importante garantir que estejam sempre bem agasalhados e hidratados, além de evitar exposição desnecessária.
- Procure ajuda médica: em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro, não hesite em consultar um profissional de saúde.







