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Dá para imitar o efeito do Ozempic com alimentação? Especialistas respondem

Por Larissa
02/01/2026
Em Saúde
Dá para imitar o efeito do Ozempic com alimentação? Especialistas respondem

Créditos: depositphotos.com / marcbruxelle

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O interesse por remédios para emagrecer, como Ozempic e Wegovy, trouxe para o debate uma dúvida frequente: seria possível alcançar efeitos semelhantes apenas com alimentação? Essa discussão ganhou ainda mais espaço com tendências nas redes sociais que prometem reduzir o apetite com combinações específicas de alimentos. Esse movimento mostra como as pessoas buscam alternativas mais naturais e baratas para manejar o peso e a saciedade.

Por trás dessas promessas está um ponto em comum: a tentativa de estimular, por meio da dieta, os mesmos mecanismos ativados pelos remédios à base de agonistas de GLP-1, usados no tratamento da obesidade. Em vez de focar apenas em uma receita da moda, pesquisadores têm analisado como um padrão alimentar rico em fibras, gorduras saudáveis e compostos bioativos pode interferir na fome, na saciedade e no metabolismo, sem necessidade de prescrição médica.

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O que são os medicamentos de GLP-1 e como eles agem no organismo?

Trata-se de um hormônio natural, produzido no intestino sempre que uma pessoa se alimenta. Ele participa do controle da glicose, estimula a liberação de insulina, reduz a produção de açúcar pelo fígado, retarda o esvaziamento gástrico e contribui para a sensação de saciedade, diminuindo a vontade de comer. Então, à medida que esse hormônio atua, o organismo tende a responder melhor às refeições, com menos picos de fome e de glicemia.

Os medicamentos conhecidos como agonistas de GLP-1 foram desenvolvidos para imitar essa ação de forma mais intensa e prolongada. Eles são utilizados principalmente por pessoas com obesidade e, em muitos casos, com outras condições associadas, como diabetes tipo 2.

GLP-1 e alimentação: é possível estimular esse hormônio pela dieta?

A principal dúvida é se uma dieta para aumentar o GLP-1 conseguiria reproduzir, ao menos em parte, o efeito dos remédios. Pesquisas recentes indicam que alguns componentes alimentares estão relacionados à maior liberação desse hormônio depois das refeições. Entre os mais estudados estão as fibras, os polifenóis e as gorduras monoinsaturadas. Portanto, a escolha do que vai ao prato influencia diretamente a forma como o intestino sinaliza para o cérebro que já há comida suficiente.

As fibras, presentes em legumes, verduras, frutas, leguminosas (como feijão, lentilha e grão-de-bico) e cereais integrais, servem de alimento para as bactérias que vivem no intestino. A partir dessa fermentação, surgem ácidos graxos de cadeia curta, associados ao estímulo da secreção de GLP-1. Então, além de regular o intestino, a fibra também conversa com o sistema hormonal envolvido na saciedade. Já os polifenóis, compostos encontrados em alimentos vegetais de cores intensas, também parecem participar desse processo, tanto no intestino quanto por meio do sabor amargo percebido na boca, que pode ativar receptores ligados à modulação do apetite.

Outro grupo relevante são as gorduras monoinsaturadas, comuns em azeite de oliva, abacate e castanhas. Estudos apontam que elas podem favorecer a liberação de hormônios intestinais relacionados à saciedade, incluindo o GLP-1. Assim, um padrão alimentar que combine fibras, polifenóis e gorduras saudáveis tende a apoiar mecanismos naturais de controle da fome.

“Oatzempic”: bebida que ajuda no emagrecimento

A mistura apelidada de “oatzempic” costuma envolver aveia batida com água, limão ou outros ingredientes simples. A comparação com medicamentos de GLP-1 se deve, principalmente, ao potencial da aveia como fonte de fibra solúvel, sobretudo o betaglucano, que ajuda a aumentar a sensação de estômago cheio e a retardar a digestão. Então, quem consome essa bebida antes de uma refeição tende a demorar mais para sentir fome novamente.

Apesar disso, especialistas em nutrição alertam para alguns pontos:

  • Não há evidência de que uma bebida isolada consiga reproduzir o efeito farmacológico dos remédios.
  • O impacto sobre a fome e o peso depende do conjunto da alimentação e do estilo de vida, não apenas de uma receita específica.
  • Dietas muito restritivas, focadas em um único alimento, podem levar a desequilíbrios nutricionais e não costumam ser sustentáveis.

Assim, o chamado “oatzempic” pode até contribuir para maior saciedade no café da manhã ou lanche, por exemplo, graças à fibra da aveia. Porém, não substitui um tratamento médico quando há obesidade grave, nem dispensa o acompanhamento profissional para quem precisa emagrecer com segurança.

Como montar uma dieta que favoreça o GLP-1 de forma natural?

Quem busca uma espécie de “dieta estilo Ozempic” sem remédio encontra, nas recomendações atuais de alimentação saudável, várias estratégias que dialogam com esse objetivo. Em vez de uma fórmula única, especialistas costumam sugerir um conjunto de hábitos que, somados, podem favorecer a saciedade e o controle de peso. Então, o foco deixa de ser contar calorias de forma obsessiva e passa a ser a qualidade e a organização das refeições ao longo do dia.

Alguns pontos frequentemente citados em pesquisas científicas incluem:

  1. Priorizar alimentos integrais: frutas, verduras, legumes, leguminosas, castanhas e grãos menos processados aumentam o consumo de fibras e polifenóis. Portanto, quanto mais “comida de verdade” aparece no prato, maior tende a ser o estímulo natural ao GLP-1 e a outros hormônios de saciedade.
  2. Reduzir ultraprocessados: produtos ricos em açúcar, gorduras saturadas e aditivos costumam ser mais palatáveis e fáceis de exagerar na quantidade. Em suma, eles favorecem o consumo excessivo de calorias, atrapalham a regulação da fome e dificultam a perda de peso.
  3. Incluir gorduras boas: azeite de oliva, sementes e oleaginosas ajudam na saciedade e oferecem gorduras monoinsaturadas. Então, adicionar uma porção moderada desses alimentos às refeições principais pode prolongar a sensação de estômago satisfeito.
  4. Cuidar da ordem das refeições: alguns estudos sugerem que começar pela fonte de proteína e pelos vegetais, deixando carboidratos refinados para depois, pode influenciar hormônios como o GLP-1. Portanto, organizar o prato estrategicamente, com salada, legumes e proteína primeiro, tende a gerar melhor resposta glicêmica e hormonal.
  5. Ajustar horários: refeições mais estruturadas na primeira metade do dia parecem favorecer melhor resposta hormonal em comparação com comer grandes volumes à noite. Em suma, concentrar a maior parte da ingestão calórica durante o período em que a pessoa se mantém mais ativa costuma ajudar no controle do apetite e do peso.

Além da composição do prato, fatores como sono adequado, gestão de estresse e prática regular de atividade física também interferem na regulação da fome e da saciedade. Então, quando alguém dorme pouco, vive sob estresse intenso e permanece muito tempo sentado, os hormônios da fome ficam desajustados, o que dificulta a perda ou a manutenção do peso. Portanto, uma abordagem realmente eficaz para estimular o GLP-1 de forma natural precisa integrar alimentação, movimento e qualidade de vida. Em suma, pequenas mudanças consistentes nesses campos costumam trazer mais resultado do que soluções radicais e temporárias.

FAQ – Perguntas frequentes sobre GLP-1, dieta e emagrecimento

1. Quanto tempo uma alimentação rica em fibras leva para começar a influenciar o apetite?
Em geral, muitas pessoas relatam mudança na saciedade já nos primeiros dias de aumento de fibras, porque a digestão fica mais lenta. Entretanto, ajustes mais estáveis nos hormônios intestinais, como o GLP-1, costumam acontecer ao longo de semanas de padrão alimentar consistente.

2. Tomar café ou chá amargo ajuda a estimular GLP-1?
Bebidas como café e alguns chás, ricos em polifenóis e com sabor amargo, podem participar, indiretamente, da modulação de hormônios ligados ao apetite. Portanto, dentro de um contexto de alimentação equilibrada, eles podem somar, mas não substituem refeições adequadas em fibras, proteínas e gorduras boas.

3. É possível combinar remédios de GLP-1 com uma “dieta estilo Ozempic”?
Sim, médicos geralmente recomendam que a pessoa em uso de agonistas de GLP-1 também adote um padrão alimentar saudável. Então, a medicação e a dieta atuam em conjunto: o remédio reduz o apetite, enquanto a alimentação de qualidade protege a massa magra, melhora o intestino e favorece a manutenção do peso no longo prazo.

4. Quem tem intestino preso pode se beneficiar mais de uma dieta que estimula GLP-1?
Pessoas com constipação tendem a se beneficiar bastante de uma dieta rica em fibras, água e alimentos integrais, que também favorece a produção de ácidos graxos de cadeia curta e a liberação de GLP-1. Portanto, ao melhorar o trânsito intestinal, a pessoa também pode perceber saciedade mais estável e menos vontade de beliscar entre as refeições.

5. Crianças e adolescentes podem seguir esse tipo de alimentação focada em GLP-1?
Uma alimentação baseada em frutas, verduras, legumes, leguminosas e gorduras saudáveis é adequada para todas as idades, desde que adaptada às necessidades de crescimento. Entretanto, o uso de medicamentos agonistas de GLP-1 em jovens exige avaliação rigorosa e individualizada. Então, para essa faixa etária, o foco principal recai em hábitos saudáveis em família, movimento diário e relação equilibrada com a comida.

Tags: bem-estardietaOzempicsaúde
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