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Por que a gripe está mais forte? Cientistas explicam

Por Lucas
15/01/2026
Em Saúde
Por que a gripe está mais forte? Cientistas explicam

Créditos: depositphotos.com / tomwang

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O aumento de casos de gripe observado recentemente em vários países tem chamado a atenção de autoridades de saúde e pesquisadores. A doença, que costuma seguir um padrão sazonal relativamente previsível, passou a registrar picos antecipados e maior número de internações em regiões como Europa, América do Norte e Ásia. Esse comportamento fora do habitual levanta dúvidas sobre o que estaria impulsionando essa nova onda de infecções por influenza. Em suma, a combinação entre mudanças no vírus, comportamento social e queda de imunidade coletiva cria um cenário mais complexo do que em anos anteriores.

Entre as principais hipóteses levantadas por especialistas, ganham destaque o surgimento de variantes mais adaptadas do vírus, a possível redução da imunidade da população ao longo dos últimos anos e a diferença entre as cepas que circulam atualmente e aquelas utilizadas na formulação das vacinas. Portanto, a circulação desse novo subtipo afeta tanto quem nunca teve gripe recente quanto pessoas já vacinadas, embora estas últimas geralmente apresentem quadros mais leves. O resultado é um cenário em que mais pessoas adoecem ao mesmo tempo, pressionando serviços de saúde e reforçando o debate sobre estratégias de prevenção, em especial a vacinação anual contra a gripe, o uso responsável de máscaras em situações de maior risco e a adoção de hábitos de higiene respiratória consistentes.

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Como a nova variante da gripe está influenciando a atual temporada?

A palavra-chave para entender a atual temporada de gripe é a circulação de uma variante do subtipo H3N2, descrita por pesquisadores como uma linhagem que acumula mutações em ritmo acelerado. Esse subtipo já era conhecido por evoluir mais rapidamente do que outras linhagens de influenza, mas análises recentes apontam que a nova variante se tornou dominante em diversos continentes em poucos meses, respondendo por grande parte das infecções notificadas desde o fim de 2024 e ao longo de 2025. Então, esse domínio acelera a curva de casos e antecipa o início da temporada respiratória em vários países.

Em termos práticos, essa nova variante de influenza apresenta alterações em regiões-chave da hemaglutinina, proteína responsável pela ligação do vírus às células humanas. Pequenas mudanças nessa estrutura podem dificultar o reconhecimento pelo sistema imunológico, inclusive em pessoas que já tiveram gripe recente ou receberam a vacina da temporada. Entretanto, mesmo com esse escape parcial, o organismo de quem está vacinado costuma reagir com mais rapidez. Assim, aumenta a chance de infecções sintomáticas, reinfecções e surtos mais amplos em escolas, ambientes de trabalho e instituições de longa permanência. Em suma, um vírus mais “escorregadio” encontra uma população com proteção desigual, o que amplia o impacto da atual temporada.

Gripe em alta: o que se sabe sobre a eficácia das vacinas?

A discussão sobre a gripe em 2025 passa inevitavelmente pela compatibilidade entre as vacinas e as cepas em circulação. A escolha das cepas que vão compor os imunizantes sazonais é feita com meses de antecedência, com base em dados de vigilância coletados em vários países. Então, quando uma variante como essa do H3N2 surge e se espalha após essa definição, existe a possibilidade de um descompasso entre o vírus-alvo da vacina e o vírus predominante na comunidade.

Mesmo diante dessa incompatibilidade parcial, estudos preliminares apontam que a vacinação ainda desempenha papel relevante. Em muitos casos, a resposta imunológica gerada pela vacina não impede totalmente a infecção, mas ajuda a reduzir o risco de formas graves, complicações respiratórias e necessidade de hospitalização. Portanto, a vacina funciona como uma “camada extra” de proteção que, somada a outras medidas, reduz a pressão sobre o sistema de saúde. Essa proteção é especialmente importante para grupos considerados vulneráveis, como:

  • Idosos, em função da maior chance de desfechos graves;
  • Crianças pequenas, que ainda não tiveram múltiplas exposições ao vírus;
  • Pessoas com doenças crônicas, incluindo cardiopatias, diabetes e condições pulmonares;
  • Gestantes, devido às alterações fisiológicas da gravidez;
  • Imunossuprimidos, que podem responder de forma menos robusta às infecções.

A combinação de uma variante mais mutada com uma vacina parcialmente desatualizada ajuda a explicar por que, em vários países, foram registrados picos de casos mais intensos e antecipados, mesmo em populações com boa cobertura vacinal. Entretanto, especialistas reforçam que, sem a vacinação, o número de internações e óbitos provavelmente seria muito maior. Em suma, a vacina contra gripe não zera o risco, mas reduz de forma significativa as chances de complicações, principalmente quando o indivíduo procura atendimento médico cedo diante de sinais de alerta, como dificuldade para respirar, dor no peito ou febre alta persistente.

Por que a gripe se espalha tão rápido em 2025?

Além da evolução acelerada do vírus influenza, outro fator citado por pesquisadores é a chamada imunidade de rebanho reduzida. Em temporadas recentes, o grupo de vírus H3 circulou menos em alguns continentes, o que significa que parte da população teve menos contato com esse subtipo específico. Com isso, muitas pessoas entraram em 2025 com níveis mais baixos de anticorpos capazes de reconhecer essa linhagem da gripe. Portanto, o vírus encontra um número maior de indivíduos suscetíveis e se espalha com mais facilidade.

Esse contexto cria um terreno favorável para a disseminação rápida da doença, sobretudo quando se soma a retomada de atividades presenciais em larga escala, viagens internacionais mais frequentes e ambientes fechados com ventilação limitada. Então, transportes públicos lotados, escritórios com janelas fechadas e eventos em locais fechados contribuem para que o vírus circule intensamente. Em várias regiões, os serviços de saúde relataram aumento simultâneo de casos em diferentes faixas etárias, o que intensifica a ocupação de leitos e o uso de pronto-atendimentos.

Para especialistas em saúde pública, a combinação de vírus mais adaptado, gap imunológico e alta circulação de pessoas forma uma espécie de “tempestade perfeita” para a propagação da gripe sazonal. Entretanto, ações coordenadas de vigilância, comunicação clara com a população e acesso facilitado à vacina podem atenuar esse efeito. Mesmo em locais onde o inverno ainda não alcançou seu pico, a curva de notificações já se mostra elevada. Em suma, quanto antes a sociedade reforça medidas de prevenção, menor tende a ser o impacto ao longo de toda a temporada.

Quais medidas ajudam a enfrentar a nova temporada de gripe?

Diante da atual onda de gripe, estratégias de prevenção ganham destaque nas recomendações de órgãos oficiais e sociedades médicas. Além da vacinação anual contra influenza, outras medidas simples podem reduzir o risco de transmissão no dia a dia, especialmente em períodos de maior circulação viral. Portanto, a combinação de múltiplas estratégias oferece a melhor proteção para indivíduos e comunidades.

  1. Manter a vacinação em dia: seguir o calendário recomendado para cada faixa etária e grupo de risco; então, sempre que possível, tomar a dose antes do pico do inverno para que o organismo tenha tempo de produzir anticorpos.
  2. Higienizar as mãos com frequência: uso de água e sabão ou álcool em gel, principalmente após tossir, espirrar ou tocar superfícies compartilhadas; em suma, esse hábito simples interrompe uma das principais rotas de transmissão do vírus.
  3. Evitar contato próximo com pessoas sintomáticas: reduzir abraços, beijos e apertos de mão em períodos de surto; portanto, quem apresenta sintomas deve priorizar o isolamento temporário, principalmente nos primeiros dias.
  4. Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar: preferencialmente com lenço descartável ou antebraço; então, descartar imediatamente o lenço e higienizar as mãos, para não espalhar secreções em superfícies.
  5. Ventilar ambientes: manter janelas abertas sempre que possível, especialmente em locais com muitas pessoas; portanto, escolas, escritórios e meios de transporte podem reduzir o risco ao melhorar a circulação de ar.
  6. Procurar orientação médica em casos de sintomas intensos, febre persistente ou falta de ar.

Essas ações, combinadas com a atualização constante das vacinas de gripe a cada temporada, tendem a reduzir o impacto das novas variantes do vírus influenza sobre sistemas de saúde e comunidades. Em um cenário de mutações rápidas e mudanças no padrão epidemiológico, a vigilância contínua e a adesão a medidas de prevenção permanecem centrais para limitar hospitalizações e mortes relacionadas à gripe em 2025. Em suma, ninguém controla a velocidade de mutação do vírus, mas cada pessoa pode adotar atitudes concretas para diminuir o risco individual e coletivo.

FAQ sobre a gripe em 2025

1. Quanto tempo duram os sintomas da gripe em 2025?
Em geral, os sintomas duram de 5 a 7 dias, entretanto a tosse e o cansaço podem permanecer por até duas semanas, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas. Portanto, se a febre alta persiste por mais de 3 dias ou se surgem sinais de falta de ar, a orientação é buscar atendimento médico.

2. Como diferenciar gripe de resfriado comum?
A gripe costuma começar de forma súbita, com febre alta, dor no corpo intensa, mal-estar e cansaço marcado. O resfriado, então, tende a ser mais leve, com coriza, espirros e pouca ou nenhuma febre. Em suma, o início abrupto e a sensação de “derrubado” apontam mais para gripe do que para resfriado.

3. Quem deve evitar remédios para aliviar sintomas sem orientação médica?
Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças hepáticas, cardíacas ou renais devem sempre conversar com um profissional de saúde antes de usar analgésicos, antitérmicos ou descongestionantes. Portanto, a automedicação pode mascarar sintomas importantes ou causar interações com outros medicamentos já em uso.

4. Posso tomar a vacina da gripe junto com outras vacinas?
Na maioria dos casos, sim. A vacina da gripe pode ser administrada junto com outros imunizantes recomendados, como vacinas contra COVID-19 ou pneumococo, de acordo com o calendário oficial. Entretanto, em situações específicas, como reações graves prévias, o médico pode orientar intervalos diferentes. Em suma, sempre vale informar ao profissional de saúde quais vacinas você recebeu recentemente.

5. Exercícios físicos ajudam na prevenção da gripe?
Um estilo de vida ativo contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico. Portanto, prática regular de exercícios, alimentação equilibrada, sono adequado e controle do estresse favorecem uma resposta imunológica mais eficiente. Entretanto, quando a pessoa já está com gripe e apresenta febre ou grande mal-estar, o ideal é descansar e retomar a atividade física gradualmente após a recuperação.

Tags: cientistasGripesaúde
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