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Ciência explica por que correr melhora a qualidade do sono

Por Lucas
23/01/2026
Em Saúde
Ciência explica por que correr melhora a qualidade do sono

Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

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A relação entre corrida e sono passou a receber atenção maior em estudos recentes. Pesquisas em medicina esportiva e neurociência indicam que o exercício aeróbico regular interfere de forma direta na qualidade do descanso noturno, principalmente no tempo de sono profundo. Essa interação não se limita à sensação de cansaço após um treino, mas envolve ajustes hormonais, temperatura corporal e organização do relógio biológico. Portanto, quando alguém decide inserir a corrida na rotina, também inicia, ainda que sem perceber, um processo de reorganização global do organismo.

Com o crescimento do número de praticantes de corrida de rua e de esteira, tornou-se mais comum observar relatos de pessoas que passam a dormir melhor depois de adotar uma rotina de treinos. Os dados científicos apontam que há uma base fisiológica consistente para esse fenômeno. Quando bem planejada, a atividade física aeróbica pode se transformar em uma ferramenta importante na higiene do sono, tanto para praticantes recreativos quanto para atletas. Em suma, a combinação de movimento regular, exposição à luz natural e redução do estresse cria um cenário altamente favorável para adormecer mais rápido e acordar com sensação real de recuperação.

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Corrida e sono: como o exercício aeróbico influencia o descanso?

A palavra-chave principal nesse contexto é corrida e sono. Pesquisas mostram que o ato de correr desencadeia uma série de respostas no organismo, como aumento da circulação sanguínea, liberação de endorfinas e regulação de hormônios relacionados ao estresse. Essas alterações criam um ambiente interno mais favorável para a transição entre vigília e repouso, especialmente algumas horas após o término do treino. Então, o corpo passa a associar o esforço físico a um ciclo de ativação seguido de relaxamento, o que fortalece o padrão natural de sono-vigília.

Entre os fatores mais investigados está a redução gradual do cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Durante o esforço físico, há um aumento momentâneo desse hormônio, mas, em pessoas treinadas, os níveis tendem a cair nas horas seguintes, favorecendo um estado de relaxamento. Além disso, a corrida ajuda a consolidar o ciclo sono-vigília, fazendo com que o corpo “aprenda” a identificar melhor os horários de atividade e de repouso. Portanto, quem corre com regularidade tende a perceber menos oscilações de energia ao longo do dia e maior sonolência nos horários adequados para dormir.

Outro aspecto relevante é o efeito térmico. Ao correr, a temperatura corporal sobe; depois do exercício, ocorre uma queda progressiva que, de acordo com estudos em cronobiologia, favorece o início do sono. Essa combinação de ajustes hormonais e térmicos explica por que muitos praticantes relatam adormecer mais rápido e acordar com sensação de descanso mais completo. Entretanto, quando a pessoa concentra treinos muito intensos tarde da noite, esse mesmo mecanismo pode atrasar o momento ideal de relaxamento, principalmente em indivíduos mais sensíveis à excitação do sistema nervoso.

De que forma a corrida regula o relógio biológico e o sono profundo?

O chamado relógio biológico, ou ritmo circadiano, é um sistema interno que organiza funções como sono, fome, liberação hormonal e temperatura ao longo de cerca de 24 horas. A corrida entra nesse cenário como um sinal adicional para esse relógio. Quando a atividade aeróbica é feita em horários regulares, o cérebro passa a utilizar esse padrão como referência para sincronizar outros processos fisiológicos. Em suma, o organismo começa a “esperar” o exercício em determinados períodos, o que torna mais previsíveis tanto os picos de energia quanto os momentos de repouso.

Estudos mostram que a prática consistente de corrida ao ar livre, especialmente pela manhã, reforça a exposição à luz natural, um dos principais reguladores do relógio interno. Essa combinação de movimento e luminosidade contribui para:

  • Estabilizar o horário de sono e despertar;
  • Reduzir despertares noturnos frequentes;
  • Aumentar a proporção de sono profundo nas primeiras horas da noite;
  • Diminuir a sensação de fadiga acumulada ao longo da semana.

O sono profundo, também chamado de sono de ondas lentas, é a fase em que o corpo realiza reparos físicos mais intensos, como recuperação muscular e liberação de hormônio do crescimento. Em corredores, essa etapa do sono é considerada essencial para a adaptação ao treino. Pesquisas indicam que pessoas fisicamente ativas apresentam, em média, maior tempo de sono profundo e menor latência para adormecer, quando comparadas a indivíduos sedentários de mesma faixa etária. Portanto, quem busca melhorar o desempenho na corrida deve olhar com atenção para o sono profundo, pois ele consolida o aprendizado motor, fortalece a imunidade e reduz o risco de lesões por sobrecarga.

Como organizar a rotina de corrida para melhorar o sono?

A combinação entre corrida e sono de qualidade depende da organização de horários, intensidade e frequência semanal de treinos. Especialistas em medicina do esporte costumam apontar alguns cuidados gerais que auxiliam na regulação do descanso noturno, especialmente para quem tem dificuldades em adormecer ou em manter o sono. Então, mais do que apenas “correr mais”, o ideal é estruturar a semana de modo que o corpo receba estímulos e períodos de recuperação em equilíbrio.

Uma rotina básica pode incluir:

  1. Definir horários fixos de treino: manter dias e períodos semelhantes (manhã ou fim de tarde) ajuda o corpo a prever quando será exigido fisicamente. Em suma, essa previsibilidade facilita o alinhamento do relógio biológico e evita aquela sensação de estar “acordado demais” em horários nos quais você deseja dormir.
  2. Evitar treinos muito intensos à noite: esforços fortes perto da hora de dormir podem atrasar o início do sono em algumas pessoas, devido à excitação do sistema nervoso. Portanto, se a única opção for treinar à noite, faz sentido priorizar rodagens leves, trotes regenerativos ou caminhadas rápidas, deixando treinos intervalados e tiros para a manhã ou para o fim da tarde.
  3. Planejar dias de recuperação: alternar treinos mais fortes com corridas leves ou caminhadas facilita a recuperação e reduz o risco de insônia ligada ao overtraining. Então, o corredor equilibra estímulos de alta intensidade com pausas adequadas, o que diminui a chance de acordar no meio da noite com batimentos acelerados ou sensação de exaustão mental.
  4. Associar a corrida à higiene do sono: manter ambiente escuro, evitar telas pouco antes de deitar e não consumir cafeína tarde da noite complementa o efeito benéfico do exercício. Entretanto, muitas pessoas negligenciam essa etapa e acabam não colhendo todo o potencial que a relação entre corrida e sono oferece para a saúde física e mental.

Para além da estrutura semanal, ajustes simples como alongamentos suaves após o treino, hidratação adequada e alimentação leve na parte da noite também contribuem para um descanso mais reparador. A ideia central é que a corrida seja vista como parte de um conjunto de hábitos que favorecem o sono, e não como um elemento isolado. Portanto, quando alguém combina treinos bem distribuídos, rotina alimentar equilibrada e ambiente adequado para dormir, o resultado tende a ser um ciclo virtuoso: melhor sono, melhor recuperação e, então, melhor desempenho na corrida.

Quais cuidados são importantes para que a corrida não prejudique o descanso?

Embora a relação entre corrida e sono seja, em geral, positiva, alguns cuidados evitam efeitos indesejados. Treinos em horário muito tarde, sob alta intensidade, podem gerar agitação e dificultar o relaxamento imediato. Em pessoas com predisposição à ansiedade ou com distúrbios de sono já instalados, essa resposta pode ser mais pronunciada. Em suma, o segredo está em ajustar a carga e o horário do exercício ao perfil individual, em vez de seguir uma rotina padrão sem considerar o próprio ritmo biológico.

Entre as medidas mais citadas em estudos e recomendações clínicas estão:

  • Monitorar a carga de treino: aumento brusco de volume ou ritmo pode levar a fadiga extrema e piora do sono em vez de melhora. Portanto, vale a pena registrar treinos, anotar como foi o sono nas noites seguintes e, então, ajustar a planilha de acordo com a resposta do próprio corpo.
  • Respeitar sinais de alerta: irritabilidade, queda de rendimento e dificuldade persistente para dormir podem indicar necessidade de ajuste na planilha. Entretanto, muitos corredores ignoram esses sinais e insistem em manter o mesmo volume, o que eleva o risco de overtraining e de distúrbios de sono mais sérios.
  • Consultar profissionais: acompanhamento com médico, educador físico ou fisiologista ajuda a adaptar o exercício à condição individual, especialmente em casos de apneia do sono, insônia crônica ou uso de medicações específicas. Então, ao alinhar avaliação clínica, planejamento de treinos e estratégias de higiene do sono, a pessoa aumenta de forma consistente as chances de usufruir de todos os benefícios da corrida sem sacrificar o descanso.

No cenário atual, em que muitas pessoas conciliam trabalho remoto, longas jornadas e níveis elevados de estresse, a associação entre corrida e sono surge como uma estratégia relevante de cuidado com a saúde. Quando realizada com planejamento e atenção aos sinais do corpo, a prática aeróbica tende a atuar como reguladora do relógio biológico, moduladora do cortisol e aliada na ampliação do tempo de sono profundo, contribuindo para um cotidiano mais organizado e funcional. Em suma, ao integrar corrida, sono de qualidade e hábitos de vida saudáveis, a pessoa constrói uma base sólida para manter energia, foco e bem-estar ao longo do dia.

FAQ – Perguntas frequentes sobre corrida e sono

1. Quem sofre de insônia pode começar a correr todos os dias?
Em geral, pode, desde que inicie com intensidade leve, aumente o volume de forma gradual e, portanto, evite treinos intensos à noite. Entretanto, quem tem insônia crônica deve conversar com um médico ou especialista do sono antes de montar a rotina de corrida.

2. Qual é o melhor horário para correr e melhorar o sono?
Em suma, a manhã costuma ser o período mais favorável, porque alinha movimento à luz natural e ajuda a consolidar o relógio biológico. Então, quem não consegue correr de manhã pode optar pelo fim da tarde, evitando treinos fortes nas duas a três horas que antecedem o horário de dormir.

3. Correr em jejum atrapalha o sono?
Não necessariamente. Entretanto, quando a pessoa sente tonturas, queda brusca de energia ou fome excessiva à noite, o sono pode ficar fragmentado. Portanto, vale testar pequenas fontes de energia antes ou depois do treino e observar, então, como o corpo reage ao longo do dia e da noite.

4. Uso de suplementos pré-treino interfere no sono?
Suplementos com cafeína ou estimulantes podem atrasar o início do sono, sobretudo se usados à tarde ou à noite. Então, quem corre nesses horários deve priorizar produtos sem estimulantes ou reduzir a dose, para não comprometer a qualidade do descanso.

5. Quantos dias por semana de corrida já trazem benefício para o sono?
Em suma, treinar de três a cinco vezes por semana, com intensidade moderada, já costuma gerar melhora perceptível no sono em muitas pessoas. Entretanto, a resposta é individual, e alguns indivíduos notam efeitos positivos mesmo com duas sessões semanais, desde que mantenham regularidade.

Tags: Ciênciacorrercorridadormir melhorqualidadesaúdesono
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