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Humanizar e punições: saiba como não tratar seu cachorro

Por Larissa
27/01/2026
Em Animais
Humanizar e punições: saiba como não tratar seu cachorro

Créditos: depositphotos.com / MicEnin

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Ter um cachorro em casa costuma ser associado a companhia, afeto e momentos de lazer. No dia a dia, porém, muitos tutores adotam costumes que parecem inofensivos, mas acabam afetando o bem-estar físico e emocional do animal. Profissionais de saúde e comportamento animal vêm alertando para uma série de atitudes comuns que podem gerar estresse, insegurança e comportamentos indesejados nos cães.

Esses equívocos, em geral, não surgem por falta de cuidado, mas por desinformação. Pequenas ações repetidas diariamente, como a forma de corrigir, alimentar ou passear, influenciam diretamente na qualidade de vida do cachorro. Entender quais são os erros mais comuns e como corrigi-los ajuda a construir uma convivência mais harmoniosa, segura e saudável para todos na casa.

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Humanização e falta de rotina: por que prejudicam tanto?

Um dos erros comuns com cães mais citados por etólogos é tratar o cachorro como se fosse uma criança. A humanização aparece em atitudes como permitir tudo por pena, carregar o animal o tempo todo no colo, ignorar sinais de estresse em situações que parecem “fofas” para os humanos ou impor hábitos totalmente distantes das necessidades naturais da espécie. Portanto, quando o tutor transforma o cão em um “bebê”, ele tira do animal a chance de se comportar de forma adequada como cão, o que inclui cheirar, explorar, interagir com outros animais e ter momentos de descanso sem interrupção.

Outro ponto crítico é a ausência de rotina. Cachorros se beneficiam de horários relativamente estáveis para alimentação, passeios e descanso. Quando esses momentos variam demais, o animal pode ficar ansioso, não saber quando terá suas necessidades atendidas e apresentar comportamentos como:

  • Agitação intensa perto da porta ou da janela;
  • Dificuldade para relaxar durante o dia;
  • Problemas para comer ou dormir em horários irregulares;
  • Demanda constante de atenção.

Organizar a rotina não significa rigidez absoluta, mas criar uma estrutura previsível. Isso dá ao cachorro segurança para entender o que esperar do ambiente, o que reduz estresse e favorece um comportamento mais equilibrado. Uma rotina clara funciona como um mapa mental para o cão: ele sabe quando irá passear, quando irá comer e quando pode descansar. Então, o tutor consegue prevenir muitas atitudes indesejadas apenas ajustando horários e mantendo essa constância, ainda que com pequenas variações saudáveis.

Erros comuns com cachorro: punições e falta de estímulo

Entre os principais erros comuns com cães está o uso de punições inadequadas. Castigos físicos, gritos ou broncas aplicadas muito tempo depois de um comportamento indesejado não ajudam o animal a compreender o motivo da correção. Em vez disso, podem gerar medo, insegurança e dificuldade de confiar nas pessoas com quem convive. Portanto, quando o tutor reage apenas no impulso, ele cria um ambiente confuso e pouco previsível para o cão, o que prejudica qualquer processo de aprendizado.

Profissionais da área recomendam focar em reforço positivo, ou seja, recompensar comportamentos desejados com petiscos, carinho ou brincadeiras. Essa abordagem tende a ser mais clara para o cão, já que ele associa diretamente a própria ação a uma consequência agradável. Com o tempo, a tendência é que o comportamento desejado se repita com mais frequência. Então, em vez de gastar energia brigando, o tutor passa a investir em ensinar o que espera do animal, reforçando cada acerto de forma imediata. Entretanto, é importante controlar a quantidade de petiscos para não causar sobrepeso, usando também elogios, brinquedos e afagos como recompensa.

A falta de estímulo físico e mental também é um problema recorrente. Cães que passam longas horas sem passear, sem brincar ou sem desafios cognitivos podem desenvolver:

  • Comportamentos destrutivos (roer móveis, rasgar objetos);
  • Latidos insistentes ou uivos;
  • Lambidas excessivas nas patas ou no corpo;
  • Dificuldade em relaxar ou, ao contrário, apatia constante.

Para evitar esses quadros, especialistas sugerem combinar exercício físico e atividades que estimulem o cérebro do cão. Isso ajuda a gastar energia de forma saudável e reduz comportamentos que costumam ser interpretados como “desobediência”. Em suma, passeios com oportunidade de farejar, brinquedos recheáveis, jogos de procurar petiscos e treinos curtos de comandos básicos funcionam como “academia mental” para o cachorro.

Como corrigir os erros comuns com cães no dia a dia?

Modificar esses hábitos costuma ser mais simples do que parece. Pequenas mudanças, mantidas de forma consistente, já trazem impacto na rotina do cachorro. Algumas ações práticas apontadas por veterinários e educadores caninos incluem:

  1. Definir uma rotina básica: manter horários aproximados para alimentação, passeios e momentos de descanso.
  2. Reforçar comportamentos desejados: oferecer recompensas imediatas quando o cão atende a um comando ou age de forma adequada.
  3. Oferecer passeios diários: respeitando o ritmo e as limitações físicas do animal, com oportunidade de explorar cheiros e ambientes diferentes.
  4. Incluir estímulos mentais: brinquedos interativos, jogos de procura de petiscos e treino de comandos simples.
  5. Respeitar os sinais do cão: não forçar contato quando ele demonstra desconforto, medo ou cansaço.

Além dessas medidas, vale ajustar o ambiente da casa para favorecer um comportamento mais equilibrado. Portanto, disponibilizar um local tranquilo para descanso, evitar barulhos excessivos próximos à caminha e garantir acesso constante à água fresca ajuda bastante. Então, quando o espaço se torna seguro e previsível, o cão relaxa com mais facilidade. Entretanto, se mesmo com mudanças consistentes o animal continuar muito ansioso, agressivo ou apático, o ideal é buscar ajuda profissional para uma avaliação detalhada.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre erros comuns com cachorros

1. Quantos passeios por dia um cachorro precisa?
Isso varia conforme idade, saúde e nível de energia. Em geral, cães adultos saudáveis se beneficiam de pelo menos dois passeios diários, de 20 a 40 minutos cada. Portanto, tutores de cães muito ativos podem adicionar mais saídas curtas ou brincadeiras em casa para complementar.

2. É errado deixar o cachorro dormir na cama com o tutor?
Não existe uma regra fixa. Em suma, o problema não está na cama em si, mas nos limites. Se o cão rosnar quando alguém se aproxima, tiver dificuldade de ficar sozinho ou ocupar a cama a ponto de atrapalhar o sono do tutor, então vale rever essa permissão e trabalhar limites mais claros.

3. Até que ponto posso usar petiscos no adestramento?
Petiscos funcionam muito bem no reforço positivo, entretanto o tutor deve escolher opções saudáveis e considerar o valor calórico diário do cão. Portanto, use pedaços bem pequenos, reduza um pouco a quantidade de ração, alterne com elogios e brincadeiras e, aos poucos, diminua a frequência dos petiscos conforme o comportamento se torna mais sólido.

4. Como saber se meu cachorro está estressado?
Sinais comuns incluem bocejos fora de contexto, lambidas de focinho repetidas, orelhas para trás, tremores, tentativa de se afastar, latidos excessivos e destruição de objetos. Então, quando esses sinais aparecem com frequência, especialmente em situações específicas, vale observar o que está gerando esse desconforto e ajustar o ambiente ou a rotina.

5. Cães idosos também precisam de estímulos físicos e mentais?
Sim, mas com adaptações. Portanto, em vez de corridas intensas, prefira caminhadas curtas, em ritmo mais leve, e jogos de farejar ou brinquedos interativos simples. Em suma, manter o idoso mentalmente ativo e fisicamente em movimento, respeitando suas limitações, ajuda a preservar a qualidade de vida e o equilíbrio emocional.

Tags: animaiscachorrostratamento
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