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Parasita de cobra é achado em cérebro humano pela 1ª vez

Por Lucas
26/02/2026
Em Saúde
Parasita de cobra é achado em cérebro humano pela 1ª vez

Créditos: depositphotos.com / kolesnikovserg

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Uma infecção pulmonar inicialmente sem causa definida acabou revelando um episódio raro na medicina recente: a presença de um parasita vivo no cérebro de uma mulher de 64 anos, na Austrália. O caso chamou atenção de pesquisadores por envolver um verme nunca antes descrito em seres humanos, ligado a uma pneumonia com aumento de eosinófilos e a uma posterior piora neurológica. A situação reforça a importância da investigação detalhada em quadros respiratórios persistentes e sem explicação clara. Portanto, esse relato clínico amplia o entendimento sobre como infecções zoonóticas podem se manifestar de forma insidiosa, começando pelos pulmões e avançando para o sistema nervoso central.

No início, a paciente apresentava sintomas relativamente comuns, como dor abdominal, diarreia, tosse seca e sudorese noturna. Exames de imagem apontaram inflamação nos pulmões e alterações em órgãos como fígado e baço. Então, diante desse conjunto de sinais inespecíficos, a equipe médica precisou considerar uma ampla gama de diagnósticos diferenciais, que incluíam desde doenças autoimunes até infecções bacterianas, virais e parasitárias. Somado a isso, o histórico de doenças crônicas, como diabetes e hipotireoidismo, ajudou a tornar o diagnóstico mais complexo, uma vez que essas condições podem interferir na resposta imunológica e na evolução das infecções. Em suma, esse contexto clínico multifatorial confundiu o quadro e atrasou a identificação da verdadeira causa.

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O que é pneumonia eosinofílica e por que chama tanta atenção?

A pneumonia eosinofílica é uma inflamação pulmonar caracterizada pelo acúmulo de eosinófilos, um tipo de glóbulo branco associado com alergias e infecções parasitárias. Entretanto, os eosinófilos também podem aumentar em resposta a certos medicamentos, doenças autoimunes e alguns tipos de câncer, o que torna a interpretação clínica ainda mais desafiadora. No caso descrito, a análise do líquido coletado dos pulmões mostrou uma concentração elevada dessas células de defesa, indicando um quadro raro e levantando suspeitas de parasitose. Esse tipo de pneumonia pode surgir de maneira aguda ou crônica, com sintomas como tosse, febre, falta de ar e mal-estar geral, e, portanto, muitas vezes é confundido com pneumonias comuns de origem bacteriana ou viral.

O tratamento inicial costuma incluir o uso de corticoides, como a prednisolona, que reduzem a inflamação e costumam levar à melhora rápida dos sintomas respiratórios. Foi o que aconteceu com a paciente, que apresentou alívio temporário. Contudo, em muitos casos, essa melhora pode mascarar a causa de fundo, especialmente quando existe um agente infeccioso ainda ativo. No entanto, quando a causa de fundo é infecciosa e ainda está ativa, os sinais podem retornar após algum tempo, o que ocorreu meses depois, com a reaparição da febre, da tosse e a permanência das lesões em órgãos internos. Em suma, a recorrência dos sintomas após suspensão gradual do corticoide acendeu um alerta para uma condição subjacente ainda não identificada.

Pneumonia eosinofílica pode estar ligada a parasitas?

Quadros de pneumonia com eosinofilia frequentemente levam os médicos a investigar vermes e outros parasitas que aumentam esse tipo de célula sanguínea. Entre os agentes clássicos estão Schistosoma e Fasciola, além de helmintos intestinais comuns em áreas rurais ou em regiões com saneamento básico precário. Portanto, a anamnese detalhada, incluindo hábitos alimentares, contato com solo, animais e viagens recentes, torna-se fundamental para guiar a investigação. No caso em questão, os exames sorológicos e as análises de fezes foram negativos para esses organismos, o que dificultou a identificação do agente responsável e aumentou a frustração diagnóstica da equipe.

Diante do histórico de viagem da paciente para países onde parasitoses são mais prevalentes, a equipe optou por introduzir ivermectina, medicamento amplamente utilizado no combate a vermes intestinais. Entretanto, mesmo com esse tratamento empírico, o quadro não evoluiu como esperado, sugerindo que o parasita envolvido poderia ter um ciclo biológico diferente dos helmintos mais comuns. Ainda assim, os sintomas não se resolveram completamente, e o quadro permaneceu sem diagnóstico definitivo por quase um ano. Então, a equipe passou a considerar a possibilidade de uma infecção zoonótica incomum, ligada a animais silvestres e a parasitas pouco descritos em humanos. Essa evolução lenta, com inflamação persistente e lesões em múltiplos órgãos, é compatível com infecções parasitárias atípicas, nas quais o agente não é facilmente detectado por testes de rotina.

Como um verme típico de cobras chegou ao cérebro humano?

A virada do caso ocorreu com o surgimento de sinais neurológicos, como lapsos de memória e piora do quadro depressivo. Uma ressonância magnética identificou uma lesão no lobo frontal direito, sugerindo um processo inflamatório ou possivelmente tumoral. Então, a decisão por uma biópsia cerebral se tornou inevitável para esclarecer a natureza da lesão. Durante a biópsia, os cirurgiões encontraram um verme vivo, avermelhado, com cerca de 8 centímetros, dentro do tecido cerebral. A análise posterior identificou o parasita como Ophidascaris robertsi, um nematoide que normalmente completa seu ciclo de vida em pítons australianas. Portanto, esse achado configurou um evento inédito de transferência de um parasita típico de répteis para o sistema nervoso central humano.

Esse verme é típico de serpentes conhecidas como pítons-de-tapete, bastante comuns no sudeste da Austrália. Em condições habituais, o ciclo envolve a liberação de ovos no ambiente pelas fezes das cobras, a contaminação de pequenos mamíferos ou outros hospedeiros intermediários e, posteriormente, a reinfecção das serpentes. Entretanto, quando seres humanos entram nesse ciclo por meio do consumo acidental de ovos presentes no ambiente, o parasita pode se comportar de forma aberrante, migrando para órgãos incomuns, como pulmões, fígado e cérebro. No episódio relatado, a principal hipótese é que ovos do parasita tenham contaminado vegetais coletados próximos a áreas frequentadas por cobras. Ao ingerir esses alimentos sem higienização adequada, a paciente teria se exposto às larvas, que então migraram pelo corpo, atingindo pulmões, fígado e, por fim, o cérebro. Em suma, o caso ilustra como práticas simples de higiene alimentar podem interromper um ciclo complexo de transmissão entre fauna silvestre e humanos.

Quais medidas ajudam a reduzir o risco de infecções parasitárias?

Embora se trate de um caso extremamente raro, a situação reforça cuidados básicos que reduzem o contato com parasitas presentes no ambiente. Entre as medidas frequentemente recomendadas estão:

  • Lavar bem frutas, verduras e hortaliças, especialmente as colhidas em jardins, hortas caseiras ou áreas rurais. Portanto, o uso de água corrente em abundância, aliado a soluções desinfetantes apropriadas, reduz de forma relevante a chance de ingestão de ovos e larvas de parasitas.
  • Evitar o consumo de alimentos crus provenientes de regiões onde há circulação conhecida de parasitas em animais silvestres. Em suma, cozinhar adequadamente carnes e vegetais de risco contribui para inativar muitos organismos infecciosos.
  • Usar luvas ao manusear solo potencialmente contaminado, como em hortas ou jardins próximos a áreas de fauna nativa. Então, essa barreira física ajuda a evitar que ovos presentes no solo alcancem as mãos e, posteriormente, a boca.
  • Manter distância segura de fezes de animais, inclusive de animais silvestres, e evitar a manipulação sem proteção. Portanto, ao caminhar em trilhas, áreas de camping ou zonas rurais, a observação atenta do ambiente e o uso de calçados fechados se tornam medidas simples, mas úteis.
  • Procurar atendimento médico em casos de tosse persistente, febre prolongada, perda de peso ou sintomas neurológicos novos. Em suma, buscar avaliação precoce permite que exames de imagem, testes laboratoriais específicos e, quando necessário, biópsias sejam realizados antes que a doença avance.

O que esse caso representa para a medicina atual?

O achado do Ophidascaris robertsi em um ser humano, especialmente no cérebro, é considerado inédito até o momento. Após a remoção cirúrgica do verme e o uso de medicamentos antiparasitários para atingir possíveis larvas remanescentes, a paciente apresentou melhora gradual. Então, ao longo dos meses seguintes, a equipe acompanhou a evolução com exames de imagem seriados e monitorização de marcadores inflamatórios, para garantir que não existissem novos focos de infecção ativa.

As lesões em órgãos como fígado e pulmões regrediram, os níveis de glóbulos brancos normalizaram e os sintomas neurológicos diminuíram ao longo dos meses seguintes. Portanto, o manejo combinado — cirúrgico e medicamentoso — se mostrou essencial para o desfecho favorável. Para a comunidade médica, esse episódio serve como alerta sobre a possibilidade de infecções zoonóticas envolvendo parasitas tradicionalmente restritos a animais silvestres. Em um cenário de crescente contato entre seres humanos, fauna nativa e ambientes naturais, a atenção a sinais atípicos, como pneumonias com eosinofilia sem causa conhecida, torna-se fundamental. Em suma, esse caso estimula maior integração entre infectologistas, pneumologistas, neurologistas, patologistas e especialistas em saúde ambiental.

A combinação de exames de imagem, análises laboratoriais detalhadas e investigação cuidadosa de hábitos e exposições ambientais tende a ter papel central na identificação precoce de casos semelhantes no futuro. Portanto, investir em vigilância de doenças emergentes, educação em saúde para populações que vivem próximas à fauna silvestre e pesquisa em parasitologia moderna pode reduzir riscos e melhorar o reconhecimento de novas zoonoses. Entretanto, é importante lembrar que episódios como esse permanecem excepcionais, e que medidas simples de higiene e prevenção ainda representam a linha de frente na proteção contra a maioria das infecções parasitárias.

FAQ – Perguntas adicionais sobre o caso e sobre parasitas em humanos

1. Esse tipo de verme pode ser transmitido de pessoa para pessoa?
Não. Até o momento, o Ophidascaris robertsi não apresenta transmissão direta entre humanos. O ciclo envolve principalmente cobras e hospedeiros intermediários presentes no ambiente. Portanto, a principal forma de exposição ocorre por contato indireto com locais ou alimentos contaminados por ovos oriundos das fezes das serpentes.

2. Quais exames ajudam a diferenciar pneumonia eosinofílica de outras pneumonias?
Em geral, médicos solicitam hemograma completo, que mostra aumento de eosinófilos, e exames de imagem, como radiografia e tomografia de tórax. Entretanto, o exame de lavado broncoalveolar, obtido por broncoscopia, costuma trazer maior precisão ao demonstrar o percentual de eosinófilos nos pulmões. Sorologias, parasitológicos de fezes e, em alguns casos, biópsias pulmonares complementam a investigação.

3. Pessoas com imunidade baixa correm mais risco de ter infecções parasitárias graves?
Sim. Em suma, indivíduos com imunossupressão — por uso prolongado de corticoides, quimioterapia, HIV, transplantes ou doenças crônicas descompensadas — apresentam maior chance de evolução complicada quando expostos a alguns parasitas. Portanto, essas pessoas precisam redobrar cuidados com higiene de alimentos, água e contato com solo ou fezes de animais.

4. Sintomas neurológicos sempre indicam vermes no cérebro?
Não. A grande maioria dos sintomas neurológicos, como dor de cabeça, alterações de memória, convulsões ou mudanças de comportamento, tem outras causas, como AVC, tumores, enxaquecas ou distúrbios metabólicos. Entretanto, quando esses sintomas aparecem associados a sinais de infecção sistêmica, história de exposição a parasitas ou lesões atípicas em exames de imagem, médicos podem considerar a hipótese de neuroparasitose.

5. Quais outros parasitas, além do Ophidascaris robertsi, podem atingir o sistema nervoso central?
Alguns exemplos conhecidos incluem Taenia solium (neurocisticercose), Toxoplasma gondii (toxoplasmose cerebral), Naegleria fowleri (ameba de água doce) e certos esquistossomos, entre outros. Portanto, o cérebro, embora protegido, não está totalmente imune à invasão de organismos parasitários em condições específicas.

6. Há forma de rastrear esse tipo de parasita em pessoas assintomáticas?
No momento, não existe um exame de triagem de rotina para Ophidascaris robertsi em humanos. Em suma, a investigação ocorre quando surgem sintomas e alterações em exames que sugerem infecção atípica. Então, em áreas de risco, orienta-se priorizar estratégias de prevenção, como higiene correta de alimentos e atenção ao contato com ambientes frequentados por animais silvestres.

Tags: CérebrocobrahumanoParasitasaúdeverme
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