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Desconforto: saiba os alimentos que mais dão gases

Por Larissa
10/03/2026
Em Bem-estar
Desconforto: saiba os alimentos que mais dão gases

Créditos: depositphotos.com / Roman_Yanushevsky

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Alguns alimentos do dia a dia podem intensificar a formação de gases intestinais e provocar sensação de barriga estufada, pressão abdominal e desconforto social. Esse fenômeno costuma estar ligado à fermentação de certos nutrientes pelas bactérias presentes no intestino, a velocidade com que a refeição é feita e até à quantidade de ar engolida junto com a comida. Entender quais itens mais contribuem para esse quadro ajuda a organizar melhor o prato e a rotina alimentar.

Quais alimentos causam mais gases intestinais?

Alguns alimentos têm carboidratos ou fibras que o organismo humano não consegue quebrar totalmente no intestino delgado. Esses componentes seguem para o intestino grosso, onde são utilizados pelas bactérias da flora intestinal, gerando gases como subproduto. A quantidade de gás produzida e o desconforto sentido podem variar bastante de pessoa para pessoa, de acordo com a composição da microbiota, o nível de atividade física e até o estresse do dia a dia.

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Entre os alimentos mais relacionados ao aumento de gases, destacam-se:

  • Feijão e outras leguminosas (lentilha, grão-de-bico, ervilha): ricos em oligossacarídeos, fermentam facilmente no intestino grosso. Deixá-los de molho por mais tempo e descartar a água do demolho pode reduzir parte desses compostos fermentáveis.
    Principais exemplos: feijão carioca, feijão preto, feijão branco, feijão fradinho, feijão vermelho, feijão-de-corda, lentilha (marrom, verde, vermelha), grão-de-bico, ervilha seca, ervilha partida, soja em grão.
  • Vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor, repolho e couve-de-bruxelas: contêm enxofre e fibras que podem gerar maior volume de gases. Em muitas pessoas, o desconforto reduz quando esses vegetais são consumidos em porções menores ou bem cozidos.
    Principais exemplos: brócolis, couve-flor, repolho verde, repolho roxo, couve-de-bruxelas, couve-manteiga, couve chinesa (acelga chinesa), nabo, rabanete.
  • Leite e derivados: em pessoas com dificuldade para digerir lactose, o açúcar do leite chega quase intacto ao intestino e é fermentado pelas bactérias. Nesses casos, opções sem lactose ou com menor teor desse açúcar (como queijos mais curados) tendem a ser melhor toleradas.
    Principais exemplos: leite de vaca, leite em pó, leite condensado, iogurte, coalhada, bebida láctea, requeijão, creme de leite, queijos frescos (minas, ricota, muçarela, cottage) e também alguns queijos semicurados, dependendo da sensibilidade individual.
  • Refrigerantes e bebidas gaseificadas: introduzem gás diretamente no tubo digestivo, aumentando arrotos e sensação de estufamento. Versões dietéticas ou “zero” também podem causar gases por conter adoçantes fermentáveis, como sorbitol e manitol.
    Principais exemplos: refrigerantes comuns, refrigerantes “zero” ou diet, água com gás, tônica, sodas aromatizadas, kombuchas industrializadas muito gaseificadas, vinhos frisantes e cervejas muito carbonatadas.
  • Alimentos muito ricos em fibras (integrais, farelos, algumas frutas e leguminosas): quando consumidos em excesso ou de forma abrupta, podem gerar gases em maior quantidade. A combinação de grande volume de fibras com baixa ingestão de água aumenta o risco de distensão e constipação.
    Principais exemplos: pães integrais, arroz integral, macarrão integral, aveia em flocos, farelo de aveia, farelo de trigo, granola, sementes de linhaça, chia, psyllium, frutas com casca (maçã, pera), frutas muito ricas em fibras (mamão, laranja com bagaço), além de leguminosas já citadas.
  • Produtos ultraprocessados com adoçantes fermentáveis, espessantes e outros aditivos que modificam a digestão e a microbiota intestinal. Barras de proteína, balas “sem açúcar”, gomas de mascar e sobremesas diet podem conter poliálcoois (xilitol, sorbitol) que são conhecidos por aumentarem gases em muitas pessoas.
    Principais exemplos: balas e chocolates “sem açúcar”, gomas de mascar diet/light, barras de proteína com adoçantes poliálcoois, iogurtes e bebidas lácteas diet, sobremesas prontas “zero açúcar”, alguns biscoitos e snacks proteicos adoçados com xilitol, sorbitol, manitol, maltitol ou eritritol.

Fermentação intestinal: como os gases são produzidos?

A produção de gases intestinais está ligada à interação entre alimento, enzimas digestivas e microbiota. Quando o organismo não consegue quebrar totalmente um tipo de carboidrato, esse nutriente chega ao intestino grosso relativamente intacto. Ali, as bactérias o utilizam como fonte de energia, gerando como resultado gases como hidrogênio, metano e dióxido de carbono.

No caso da lactose, por exemplo, a ausência ou a baixa atividade da enzima lactase impede a digestão completa desse açúcar. Algo parecido ocorre com oligossacarídeos do feijão e com parte das fibras presentes em cereais, frutas e vegetais. Já as bebidas gaseificadas aumentam o volume de ar ingerido, o que se soma ao gás produzido pela flora intestinal.

Outro fator importante é a forma de comer. Refeições muito rápidas favorecem a deglutição de ar, processo chamado de aerofagia. Mascar chiclete com frequência e falar muito durante as refeições também podem ampliar a quantidade de ar que entra no sistema digestivo, intensificando a sensação de distensão abdominal.

Alterações na microbiota intestinal também influenciam a quantidade e o tipo de gás produzido. Uso recente de antibióticos, mudanças bruscas na alimentação, noites mal dormidas e estresse crônico podem modificar esse equilíbrio. Em algumas pessoas, a predominância de bactérias produtoras de metano está associada a maior sensação de “barriga pesada” e, às vezes, a intestino mais preso.

Como reduzir gases intestinais no dia a dia?

Controlar a formação de gases não significa eliminar completamente os alimentos relacionados à fermentação intestinal. Em grande parte das situações, ajustes simples já ajudam a equilibrar o quadro, mantendo uma alimentação variada e nutritiva.

  1. Mastigar devagar e com calma
    A mastigação adequada facilita a ação das enzimas e reduz a entrada de ar junto com a comida, o que diminui a quantidade de gás acumulado. Reservar tempo para as refeições, evitar comer em frente ao computador ou celular e focar no ato de mastigar pode fazer diferença significativa na sensação de estufamento.
  2. Aumentar fibras de forma gradual
    Quem consome pouca fibra e de repente passa a ingerir grande volume tende a perceber mais gases. O ideal é aumentar aos poucos e manter boa ingestão de água. Introduzir alimentos integrais, frutas com casca e leguminosas em etapas, observando a resposta do organismo, ajuda o intestino a se adaptar sem tanto desconforto.
  3. Hidratar-se ao longo do dia
    A água contribui para o trânsito intestinal adequado, reduz chance de constipação e ajuda na adaptação do organismo às fibras alimentares. Distribuir a ingestão de líquidos entre as refeições (em vez de beber grandes volumes de uma só vez) favorece o funcionamento intestinal e, indiretamente, melhora a eliminação de gases.
  4. Observar alimentos desencadeadores
    Registrar o que foi consumido quando há maior desconforto abdominal facilita a identificação de itens que merecem redução ou preparo diferente. Um diário alimentar simples, por alguns dias, pode revelar padrões que passam despercebidos no dia a dia, como piora com determinado tipo de fruta, doce ou bebida.
  5. Atenção à forma de preparo
    Deixar leguminosas de molho, trocar a água do cozimento e combinar esses alimentos com ervas aromáticas são estratégias usadas para deixar as refeições mais leves. Temperos como louro, erva-doce, hortelã, alecrim e cominho costumam ser bem tolerados e podem auxiliar a digestão em algumas pessoas. Preferir métodos de cocção como cozido, ensopado ou vapor, em vez de frituras pesadas, também reduz o risco de estufamento.

FAQ – Perguntas frequentes sobre alimentos que dão gases

1. Gases intestinais com mau cheiro são sempre sinal de doença?
Nem sempre. O odor mais forte costuma estar relacionado à presença de enxofre em alguns alimentos (como ovos, brócolis, couve-flor e repolho) e ao tipo de bactéria predominante no intestino. Porém, se o mau cheiro vier acompanhado de dor intensa, diarreia persistente, perda de peso ou sangue nas fezes, é importante procurar avaliação médica.

2. Probióticos ajudam a reduzir gases?
Em algumas pessoas, sim. Probióticos podem auxiliar no equilíbrio da microbiota intestinal e, com o tempo, contribuir para menos fermentação desconfortável. No entanto, o efeito varia muito entre indivíduos e cepas de probióticos. Algumas pessoas, inclusive, podem notar aumento temporário de gases no início do uso. A escolha do produto e o tempo de uso devem ser orientados por profissional de saúde.

3. Café causa gases intestinais?
O café em si não é um dos principais formadores de gases, mas pode irritar o trato digestivo em pessoas sensíveis, acelerar o trânsito intestinal e favorecer desconfortos, principalmente quando consumido em excesso ou em jejum. Misturas com leite, adoçantes artificiais e acompanhamentos muito gordurosos podem contribuir mais para gases do que o próprio café.

4. Existe posição para dormir ou deitar que ajude a aliviar gases?
Muitas pessoas relatam alívio de gases ao deitar do lado esquerdo, porque essa posição favorece o esvaziamento gástrico e o trânsito pelo intestino. Movimentos leves, como flexionar e estender as pernas deitado, ou trazer os joelhos em direção ao peito por alguns segundos, também podem ajudar a liberar gases presos.

5. Antiflatulentos e chás “para gases” podem ser usados com frequência?
Produtos antiflatulentos e chás de ervas (como erva-doce, camomila, hortelã) podem aliviar sintomas ocasionais. No entanto, o uso frequente e contínuo não substitui a investigação da causa do excesso de gases. Se há necessidade constante desses recursos para se sentir bem, é recomendável conversar com um profissional de saúde para ajustar a alimentação e descartar outras condições.

Tags: alimentação saudávelbem-estargases
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