Agir com rapidez é o passo mais importante para quem foi vítima de um golpe do Pix. A velocidade das transações exige que a comunicação da fraude seja feita em minutos, aumentando as chances de reaver os valores. O procedimento envolve duas frentes essenciais: o contato imediato com seu banco e o registro de um boletim de ocorrência.
Assim que perceber que sofreu o golpe do Pix, a primeira ação é ligar para a central de atendimento ou acessar o aplicativo da sua instituição financeira. Informe o ocorrido e solicite a abertura de um protocolo de segurança. É fundamental pedir a ativação do Mecanismo Especial de Devolução (MED), uma ferramenta criada pelo Banco Central para facilitar o estorno em casos de golpe. É importante registrar a solicitação o mais rápido possível, pois você tem até 80 dias a partir da transação para acionar o MED.
Ao acionar o MED, seu banco notifica a instituição que recebeu o dinheiro. A partir desse aviso, a conta do suposto golpista pode ter o valor bloqueado para uma análise. Seu banco tem até 30 minutos para notificar a instituição recebedora, e a análise completa do caso pode levar até 7 dias corridos. Esse bloqueio inicial é temporário e serve para impedir que o dinheiro seja sacado ou transferido novamente.
O segundo passo, que pode ser feito simultaneamente, é registrar um boletim de ocorrência. A maioria das secretarias de segurança estaduais permite que o registro seja feito online. Reúna todas as provas que tiver, como prints da conversa, comprovante da transação e dados da conta que recebeu o valor. O boletim é um documento oficial que formaliza a queixa e é exigido pelos bancos para dar seguimento à contestação.
Como funciona a devolução do dinheiro após o golpe do Pix
Após a notificação via MED, a instituição financeira do recebedor tem um prazo para analisar o caso. Os bancos têm até 7 dias corridos para analisar o caso, e, se a fraude for comprovada, o dinheiro será devolvido em até 96 horas. O sucesso da operação depende se ainda há saldo na conta de destino.
Caso o golpista já tenha retirado o valor, a recuperação se torna mais difícil, mas não impossível. O registro do boletim de ocorrência e o protocolo no banco dão início a uma investigação mais detalhada. Caso não haja saldo suficiente, o banco pode monitorar a conta por até 90 dias para realizar devoluções parciais conforme recursos fiquem disponíveis. A instituição que recebeu o Pix é obrigada a identificar o titular da conta, o que ajuda na responsabilização criminal do fraudador.
Vale lembrar que o MED só pode ser utilizado em casos de fraude, golpe ou falha operacional das instituições. Ele não se aplica a erros de digitação de chave Pix, desacordos comerciais ou arrependimentos de compra.
Dicas para evitar cair em novos golpes
A prevenção continua sendo a melhor estratégia para proteger seu dinheiro. Algumas práticas simples no dia a dia podem reduzir significativamente os riscos de fraude com o Pix:
- Desconfie de ofertas muito vantajosas: promoções com preços muito abaixo do mercado ou promessas de lucro fácil costumam ser iscas para golpes.
- Verifique a identidade do recebedor: antes de confirmar qualquer transação, confira com atenção o nome completo e o CPF ou CNPJ de quem receberá o dinheiro.
- Não clique em links suspeitos: evite acessar links recebidos por e-mail, SMS ou mensagens de desconhecidos que peçam seus dados ou direcionem para pagamentos.
- Cuidado com pedidos de ajuda: golpistas costumam usar contas falsas de amigos ou familiares no WhatsApp para pedir transferências urgentes. Ligue para a pessoa para confirmar o pedido.








