O radar de velocidade está presente em ruas, avenidas e rodovias de todo o país e é conhecido por muitos motoristas, especialmente por quem já recebeu multa por excesso de velocidade. Mas você sabe como essa tecnologia funciona na prática para fiscalizar o trânsito e garantir a segurança?
A maioria dos aparelhos, sejam fixos ou móveis, opera com base no efeito Doppler. Esse princípio da física descreve a alteração na frequência de uma onda quando há movimento entre a fonte e o observador. De forma simples, o radar emite ondas de rádio contínuas que viajam em direção aos veículos na pista.
Quando essas ondas atingem um carro em movimento, elas retornam ao equipamento com uma frequência diferente. Se o veículo está se aproximando, a frequência da onda que volta é maior; se está se afastando, a frequência é menor. O sistema do radar mede essa variação e, com base nela, calcula a velocidade do automóvel com alta precisão.
Tipos de radares e suas tecnologias
Existem diferentes modelos de radares em operação. Os mais comuns são os fixos, instalados em postes ou pórticos, que monitoram um ponto específico da via. Há também os móveis, que podem ser montados em tripés ou instalados em viaturas, oferecendo mais flexibilidade na fiscalização.
Os equipamentos mais modernos, cuja instalação se intensificou no Brasil a partir de 2019, vão além da simples medição de velocidade. Eles integram câmeras de alta resolução com tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), que fazem a leitura automática das placas dos veículos. Com essa função, é possível não apenas cruzar informações para identificar irregularidades como licenciamento vencido ou registro de furto, mas também flagrar outras infrações de trânsito, como avanço de sinal vermelho e uso de celular ao volante.
Da medição feita pelo radar de velocidade à notificação
Quando um veículo ultrapassa o limite de velocidade estabelecido para a via, o sistema é acionado. A câmera do radar captura uma imagem que registra a placa, a data, a hora e o local exato da infração. A foto também exibe a velocidade medida pelo aparelho e o limite máximo permitido.
Essas informações são enviadas para a autoridade de trânsito responsável. Lá, um agente valida os dados para confirmar se a infração realmente ocorreu. Após essa verificação, a notificação de autuação é emitida e enviada para o endereço do proprietário do veículo.
Vale lembrar que existe uma margem de erro técnica. Para vias com limite de até 100 km/h, a tolerância é de 7 km/h. Acima dessa velocidade, a margem é de 7%. Na prática, em uma via de 50 km/h, a multa só é aplicada para quem passa a 58 km/h ou mais.










