A investigação de casos suspeitos de ebola em maio de 2026, em São Paulo e no Rio de Janeiro, envolvendo viajantes da República Democrática do Congo e de Uganda, gera dúvidas sobre a doença. O vírus Ebola é grave, possui alta taxa de letalidade e causa uma febre hemorrágica que, sem tratamento imediato, pode levar a complicações severas. Entender os sinais e as formas de contágio é fundamental para a prevenção e para evitar o pânico.
A doença por vírus Ebola (DVE) é uma condição rara, mas que se espalha rapidamente em surtos, como o atual de 2026 na África Central (República Democrática do Congo e Uganda), causado pela variante Bundibugyo. Para esta variante, ainda não há vacina aprovada, diferente do que ocorre com a variante Zaire. A transmissão ocorre pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, e o período de incubação — tempo entre a infecção e o início dos sintomas — varia de 2 a 21 dias.
Quais são os principais sintomas?
Os primeiros sinais do ebola podem ser confundidos com os de outras doenças mais comuns, como gripe ou malária. A fase inicial geralmente inclui um conjunto de sintomas de início súbito.
- Febre alta e repentina
- Fadiga intensa e fraqueza
- Dores musculares e nas articulações
- Dor de cabeça forte
- Dor de garganta
Com a progressão da doença, o quadro clínico se agrava e outros sintomas mais característicos podem aparecer. Vômitos, diarreia, erupções cutâneas e comprometimento das funções renais e hepáticas são comuns. Em estágios mais avançados, alguns pacientes desenvolvem hemorragias internas e externas, como sangramento nas gengivas ou no nariz.
Como ocorre a transmissão do vírus?
É fundamental entender que o ebola não é transmitido pelo ar, água ou alimentos. Uma pessoa infectada só se torna contagiosa após o início dos sintomas. A transmissão ocorre por meio do contato direto com o sangue ou outros fluidos corporais de um paciente sintomático. O vírus pode estar presente em:
- Sangue
- Saliva
- Suor
- Urina e fezes
- Vômito
- Leite materno
- Sêmen
A infecção também pode ocorrer pelo contato com objetos e superfícies contaminados com esses fluidos, como agulhas ou roupas de cama. Por isso, profissionais de saúde e familiares que cuidam de doentes correm maior risco e devem usar equipamentos de proteção individual (EPIs) rigorosamente.
Como se prevenir?
Para viajantes que se dirigem a áreas com surtos ativos, como a República Democrática do Congo e Uganda, a principal medida de prevenção é evitar o contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas doentes ou falecidas. Também é recomendado não manusear objetos que possam ter sido contaminados e evitar o contato com animais selvagens, como morcegos e primatas. Ao retornar, é crucial monitorar a saúde por 21 dias e procurar atendimento médico imediato ao primeiro sinal de febre ou outros sintomas, informando sobre o histórico da viagem.










