A internação do cantor Diogo Nogueira devido a uma laringite bacteriana acendeu um alerta para um problema que muitas vezes é confundido com uma simples dor de garganta. O quadro, que forçou o cancelamento de sua agenda de shows, destaca a importância de diferenciar as infecções e saber quando um incômodo na garganta pode se tornar perigoso.
Embora a maioria dos casos de laringite, a inflamação da laringe onde ficam as cordas vocais, seja causada por vírus e melhore sozinha, a versão bacteriana é mais rara e exige tratamento específico com antibióticos. Ignorar os sinais pode levar a complicações graves.
Diferenças entre laringite viral e bacteriana
A laringite viral costuma acompanhar resfriados ou gripes. Seus sintomas mais comuns incluem rouquidão, tosse seca, garganta arranhando e febre baixa. Geralmente, o quadro se resolve em até uma semana com repouso, hidratação e analgésicos para aliviar o desconforto.
Já a laringite bacteriana é mais agressiva. A dor de garganta é intensa, a febre costuma ser alta e persistente, e a dificuldade para engolir é acentuada. Em alguns casos, podem surgir placas de pus na garganta e gânglios inchados no pescoço. A principal diferença está na necessidade de tratamento: sem o uso de antibióticos, a infecção pode piorar e se espalhar.
Quando a dor de garganta é um sinal de alerta?
É fundamental procurar atendimento médico se a dor de garganta vier acompanhada de outros sintomas que indicam uma possível infecção bacteriana. Ficar atento a esses sinais é a melhor forma de garantir um diagnóstico correto e evitar complicações. Procure ajuda profissional se apresentar:
- Febre alta, acima de 38,5°C, que não cede com facilidade.
- Dificuldade para respirar ou engolir saliva.
- Dor de garganta muito forte que piora rapidamente em um ou dois dias.
- Presença de pontos de pus ou placas amareladas na garganta.
- Inchaço visível na região do pescoço.
- Rouquidão que persiste por mais de duas semanas.








