A pregação da pastora Helena Raquel sobre violência sexual e doméstica nas igrejas evangélicas mobilizou figuras públicas de diferentes espectros políticos, como a primeira-dama Janja e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Durante o Congresso dos Gideões em Camboriú (SC), a pastora denunciou a cultura de acobertamento de agressões dentro das igrejas, alertando sobre a importância de conhecer os canais seguros para denunciar violência contra mulheres no Brasil.
A denúncia é o primeiro e mais crucial passo para romper o ciclo de violência. Muitas vítimas, no entanto, sentem medo ou não sabem a quem recorrer. Para garantir o sigilo e a segurança, o país oferece uma rede de apoio estruturada, com canais que funcionam 24 horas por dia e podem ser acionados de qualquer lugar.
O processo de denúncia é pensado para proteger a mulher. Ao procurar ajuda, ela recebe orientação sobre seus direitos, apoio psicológico e informações sobre os próximos passos legais, como a solicitação de medidas protetivas de urgência. Essas medidas podem incluir o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima.
Canais de denúncia
Existem diferentes formas de pedir ajuda. A escolha depende da urgência da situação e da preferência da vítima. É fundamental que a mulher saiba que não está sozinha e que pode contar com o suporte de órgãos especializados.
- Ligue 180: A Central de Atendimento à Mulher é o principal canal. A ligação é gratuita e confidencial. O serviço registra a denúncia e encaminha para os órgãos competentes, além de oferecer acolhimento e orientação.
- Disque 100: Conhecido como Disque Direitos Humanos, também recebe denúncias de violência contra a mulher. Assim como o 180, funciona 24 horas, todos os dias, e as ligações podem ser anônimas.
- Polícia Militar (190): Em casos de emergência, quando a agressão está acontecendo, o 190 deve ser acionado imediatamente. Uma viatura será enviada ao local para intervir e proteger a vítima.
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): São unidades da Polícia Civil com equipes preparadas para o atendimento humanizado. Nesses locais, é possível registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas.
- Aplicativos e sites: Muitos estados oferecem plataformas digitais para denúncias, como o aplicativo Direitos Humanos Brasil e o portal da Polícia Civil, permitindo o registro de ocorrências online.








