A intensa onda de frio que atingiu o Centro-Sul do Brasil no início de maio de 2026 acendeu um alerta para a saúde de idosos e crianças, os grupos mais vulneráveis às baixas temperaturas. O principal risco é a hipotermia, uma condição grave que ocorre quando o corpo perde calor mais rápido do que consegue produzir, resultando em uma queda perigosa da temperatura corporal.
Diferente da sensação comum de frio, a hipotermia se instala de forma silenciosa e pode ter consequências sérias se não for identificada e tratada a tempo. Em idosos, a capacidade natural do corpo de regular a temperatura diminui, enquanto as crianças perdem calor mais rapidamente por terem uma superfície corporal proporcionalmente maior.
Sinais de alerta da hipotermia
Os sintomas variam conforme a idade e é fundamental saber reconhecê-los para agir rapidamente. Fique atento aos sinais mais comuns em cada grupo:
- Em idosos: confusão mental, sonolência excessiva, fala arrastada, perda de memória, tremores fracos ou ausência de tremores e exaustão.
- Em crianças e bebês: pele muito fria, pálida ou avermelhada, apatia, pouca energia e choro fraco.
Ao suspeitar de hipotermia, procure atendimento médico de emergência imediatamente, pois a condição pode se agravar rapidamente.
Como proteger idosos e crianças do frio intenso
Medidas simples, mas eficazes, podem prevenir a hipotermia e garantir o bem-estar dos mais frágeis durante os dias gelados. A prevenção é a melhor abordagem.
Adotar uma rotina de cuidados específicos durante a onda de frio é a forma mais segura de evitar problemas de saúde. Veja as principais recomendações:
- Vestimentas em camadas: use várias camadas de roupas leves e quentes em vez de uma única peça grossa. Dê preferência a tecidos como lã e fleece, que isolam melhor o calor. Não se esqueça de proteger as extremidades com gorros, luvas e meias.
- Ambiente aquecido e seguro: mantenha a casa aquecida, vedando frestas em portas e janelas para evitar a entrada de ar frio. Se usar aquecedores a combustão (gás, lenha ou carvão), certifique-se de que o ambiente permaneça ventilado para evitar o acúmulo de monóxido de carbono. Aquecedores elétricos não apresentam esse risco.
- Alimentação e hidratação: ofereça bebidas quentes, como chás e sopas, ao longo do dia. Uma alimentação balanceada e rica em calorias ajuda o corpo a gerar mais calor e manter a temperatura interna estável.
- Limite a exposição ao frio: evite sair de casa com crianças e idosos nos horários de frio mais intenso, como o início da manhã e a noite. Se for inevitável, garanta que estejam muito bem agasalhados.
- Monitoramento constante: verifique com frequência a temperatura das mãos e dos pés de bebês e crianças. Para os idosos, especialmente os que vivem sozinhos, o contato regular por telefone ou visitas é essencial para garantir que estão bem, aquecidos e que possuem um contato de emergência disponível.








