A queda nas temperaturas sentida em diversas regiões do Brasil traz mais do que a necessidade de tirar os casacos do armário. Com a chegada do frio, aumenta a incidência de doenças respiratórias como rinite, asma e gripe, transformando a estação em um período de alerta para a saúde. Ambientes fechados e o ar mais seco criam o cenário ideal para a proliferação de vírus e o agravamento de quadros alérgicos.
O ar frio e seco pode irritar as vias aéreas, tornando o sistema respiratório mais vulnerável a doenças respiratórias. Além disso, as pessoas tendem a se aglomerar em locais com pouca ventilação para fugir das baixas temperaturas, o que facilita a transmissão de microrganismos. Neste ano, autoridades de saúde alertam para a circulação da variante K do H3N2 (gripe) e do vírus sincicial respiratório (VSR), que representa um risco maior para crianças.
Dicas para reforçar a proteção contra a rinite, asma e gripe no frio
Adotar algumas medidas simples no dia a dia pode fazer toda a diferença. Manter as mãos sempre limpas, lavando-as com água e sabão frequentemente ou utilizando álcool em gel, é uma das principais barreiras contra os vírus que causam gripes e resfriados.
A hidratação também é fundamental. Beber bastante água ajuda a manter as mucosas do nariz e da garganta úmidas, o que dificulta a entrada de agentes infecciosos no organismo. Uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e minerais, também contribui para fortalecer o sistema imunológico.
Manter os ambientes arejados é outro cuidado essencial. Mesmo com o frio, é importante abrir as janelas por alguns períodos do dia para permitir a circulação do ar. Essa prática reduz a concentração de vírus, bactérias e alérgenos, como poeira e ácaros, que se acumulam em locais fechados.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra formas graves de doenças respiratórias. A campanha anual contra a gripe protege contra as principais cepas do vírus influenza, como a H3N2. Além disso, desde o final de 2025 o SUS oferece a vacina contra o VSR para gestantes, uma medida crucial para proteger os recém-nascidos.
Para quem já tem rinite alérgica, o frio pode intensificar os sintomas. O ar seco resseca a mucosa nasal e o maior tempo em ambientes fechados aumenta o contato com gatilhos de crises. No caso da asma, a atenção deve ser redobrada, pois a inalação de ar frio pode provocar o estreitamento dos brônquios, levando à falta de ar.







