A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda de dois produtos nesta quinta-feira (16). A medida afeta lotes específicos da Água Mineral Mamba Water e todas as bebidas energéticas da marca Mister Hemp, que agora não podem ser comercializadas ou distribuídas no país.
As proibições ocorreram por motivos distintos. No caso da água mineral, foi detectada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Já a fabricante do energético não conseguiu comprovar a segurança e a qualidade de seus produtos para o consumo.
Água Mamba Water com bactéria
A empresa HNJ BR Indústria de Bebidas Ltda. iniciou o recolhimento voluntário de dois lotes da Água Mineral sem Gás Mamba Water, em embalagens de 350 ml. A decisão foi tomada após análises internas da própria fabricante identificarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no líquido, que pode causar infecções graves, especialmente em pessoas com sistema imunológico comprometido.
Os lotes afetados pela contaminação são o 13 e o 14. Segundo a notificação, o lote 13 foi fabricado em 3 de abril de 2026, com validade até 3 de abril de 2027. O lote 14 foi produzido no dia seguinte, 4 de abril de 2026, e venceria em 4 de abril de 2027.
Com a resolução da Anvisa, a venda, a distribuição e o uso desses produtos estão oficialmente proibidos em todo o território nacional. Até o momento, não há relatos de consumidores afetados pela contaminação.
Energético Mister Hemp suspenso
Outra resolução publicada pela agência determinou o recolhimento e a suspensão completa de todas as atividades relacionadas aos energéticos da marca Mister Hemp, produzidos pela empresa G. Freitas Alimentos.
A medida proíbe a fabricação, a distribuição, a comercialização, a divulgação e o uso de qualquer produto da linha. De acordo com a Anvisa, a fabricante não apresentou estudos de estabilidade, que são essenciais para garantir que as características de segurança, composição e qualidade da bebida sejam mantidas até o fim do prazo de validade.
Além disso, a G. Freitas Alimentos não comprovou a regularização dos energéticos junto ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), o que impede sua circulação no mercado.










