Dois incidentes em dias consecutivos em praias do Grande Recife, um em Piedade (31 de maio) e outro que feriu a jovem Marcela Vitória de Lima Santos em Boa Viagem (1º de junho), voltam a acender o alerta sobre o risco de ataque de tubarão. O caso registrado em Boa Viagem foi o quarto do tipo no estado em 2026. Embora essas ocorrências não sejam frequentes, saber como reagir pode ser decisivo. A principal recomendação é manter a calma e agir de forma estratégica, já que o pânico pode aumentar os riscos durante o encontro com o animal.
A prevenção é a melhor defesa contra um ataque de tubarão
A prevenção é sempre a primeira linha de defesa. Siga as orientações das autoridades locais, que recomendam evitar o mar em áreas não protegidas por arrecifes, especialmente durante a maré alta e quando a água estiver turva. Além disso, evite nadar sozinho, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, períodos em que algumas espécies de tubarões são frequentemente mais ativas. Objetos brilhantes, como joias, podem ser confundidos com escamas de peixe e atrair a atenção do animal. Também é fundamental não entrar no mar com ferimentos que estejam sangrando e sempre respeitar as placas de sinalização de perigo.
O que fazer durante um encontro
Caso você aviste um tubarão, a regra é não fazer movimentos bruscos. Nadar rapidamente para a praia ou se debater pode ativar o instinto de predador do animal. O ideal é manter contato visual e se afastar lentamente, sem virar as costas. Tente parecer maior e mais intimidador na água, mantendo uma postura vertical.
Se um ataque for inevitável, a recomendação é revidar. Esqueça o mito de se fingir de morto, pois isso o torna uma presa fácil. A melhor estratégia é ser agressivo e mirar em pontos sensíveis, como os olhos e as guelras. Usar qualquer objeto que tenha em mãos, como uma prancha de surfe ou uma câmera, para criar uma barreira ou golpear o animal, também pode ajudar a afastá-lo.
Mitos que precisam ser desmentidos
Uma crença popular é dar um soco no focinho do tubarão. Embora essa área seja sensível, acertá-la é difícil, especialmente debaixo d’água. Olhos e guelras são alvos maiores e mais eficazes para um golpe de defesa. Após conseguir se afastar, saia da água o mais rápido possível e procure ajuda médica imediatamente, mesmo que o ferimento pareça pequeno.
É importante lembrar que os humanos não fazem parte da dieta dos tubarões. A maioria dos ataques são considerados “mordidas de teste” ou casos de identidade trocada, em que o animal confunde uma pessoa com sua presa habitual, como uma foca ou um peixe grande.
As orientações apresentadas seguem protocolos geralmente recomendados por especialistas em segurança marinha e institutos de pesquisa.









