Impulsionado por atletas como o brasileiro Ramon Dino, atual campeão do Mr. Olympia 2025 na categoria Classic Physique, o fisiculturismo ganha cada vez mais destaque no cenário esportivo mundial. O esporte, no entanto, vai muito além do simples levantamento de peso em uma academia. Trata-se de uma disciplina que busca o desenvolvimento muscular máximo, com foco em simetria, proporção e um baixíssimo percentual de gordura corporal para competições.
A jornada de um fisiculturista envolve uma rotina extremamente rigorosa de treinos intensos, dietas calculadas e descanso controlado. O objetivo final é esculpir o corpo para apresentá-lo em um palco, onde árbitros avaliam cada detalhe do físico dos competidores.
Como funcionam as competições?
Nos palcos, os atletas se apresentam com trajes de banho reduzidos para exibir sua musculatura. Eles realizam uma série de poses obrigatórias, que permitem aos juízes comparar os participantes sob os mesmos critérios. A avaliação não considera apenas o tamanho dos músculos, mas principalmente a harmonia do conjunto.
Os principais pontos analisados são: simetria entre os lados do corpo, proporção entre membros superiores e inferiores, definição muscular e volume. Geralmente, as competições são divididas em rodadas, como as prévias e as finais, onde os melhores de cada categoria são selecionados.
Quais são as principais categorias?
O fisiculturismo é dividido em diversas categorias, cada uma com critérios específicos de avaliação. As diferenças buscam valorizar diferentes tipos de físico, tornando o esporte mais abrangente. Entre as mais populares estão:
- Men’s Open: é a categoria sem limite de peso, conhecida por apresentar os atletas mais volumosos e musculosos do esporte.
- Classic Physique: categoria de Ramon Dino, foca em um físico mais estético e proporcional, inspirado nas lendas do esporte das décadas de 1970 e 1980. Há um limite de peso baseado na altura do atleta.
- Men’s Physique: valoriza um visual de praia, mais comercial e menos musculoso que as outras categorias. Os atletas competem de bermuda e o foco está no tronco.
- Wellness: categoria feminina que valoriza um físico com maior volume muscular nos membros inferiores (coxas e glúteos), mantendo a parte superior mais delicada.
- Women’s Physique: foca em um desenvolvimento muscular mais significativo que a Bikini, com mais definição e simetria, mas sem o volume extremo da Men’s Open.
- Bikini: categoria feminina em que as atletas são avaliadas pela proporção, forma e tônus muscular, sem a necessidade de um volume ou definição extremos.
Os riscos do esporte para a saúde
A busca por um físico competitivo leva o corpo a extremos. As dietas são altamente restritivas e, perto das competições, os atletas recorrem a estratégias de desidratação para que a pele fique mais fina e os músculos mais aparentes. Essas práticas exigem acompanhamento profissional para minimizar os riscos.
Além disso, o uso de esteroides anabolizantes, comum em altos níveis do esporte, está associado a sérios riscos à saúde, como problemas cardiovasculares, sobrecarga nos rins e no fígado, além de desequilíbrios hormonais. A pressão estética também pode desencadear transtornos de imagem, como a dismorfia corporal.










