O Amapá se tornou o estado com a maior taxa de mortes violentas intencionais do Brasil, segundo dados de 2024 divulgados no 19º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento destaca a importância de diferenciar a taxa de crimes por 100 mil habitantes — o indicador que mede a violência proporcional — dos números absolutos. Nesse último quesito, estados mais populosos como a Bahia continuam a registrar o maior número total de mortes.
Apesar do cenário crítico em alguns estados, o estudo revela uma queda geral no número de mortes violentas no país. Contudo, a concentração da violência em estados das regiões Norte e Nordeste persiste como um desafio complexo, ligado à atuação de facções criminosas e a disputas por controle de rotas de tráfico.
Os estados no topo do ranking da violência
A lista dos estados mais violentos, quando analisada pela taxa por 100 mil habitantes, revela um padrão geográfico claro, com forte concentração no Norte e Nordeste. Veja os principais destaques do levantamento:
- Amapá: Lidera o ranking com a maior taxa de mortes do país. A violência no estado é intensificada por disputas de facções pelo controle de rotas de tráfico de drogas e áreas de garimpo ilegal.
- Bahia: Embora não tenha a maior taxa, lidera em números absolutos de mortes devido à sua grande população. Os conflitos relacionados ao tráfico de drogas em grandes centros urbanos e no interior são o principal fator.
- Pernambuco: Figura entre os estados com altas taxas de violência, apresentando um cenário desafiador com a criminalidade se espalhando da região metropolitana para cidades do agreste e do sertão.
- Ceará: Também se destaca negativamente por ser um estado estratégico para rotas do narcotráfico, o que acirra disputas violentas entre grupos criminosos.
Na outra ponta, São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, figura entre os que registraram as menores taxas de mortes violentas do país. Santa Catarina e o Distrito Federal também aparecem com indicadores mais baixos, apontando para resultados distintos nas políticas de segurança pública adotadas em cada região.
O estudo do Fórum indica que a desigualdade social, a fraca presença do Estado em certas áreas e a dinâmica do crime organizado são os principais fatores que explicam a distribuição da violência pelo Brasil.










