O Brasil registrou 149 casos de mpox — sendo 140 confirmados e 9 prováveis — até 9 de março de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Com surtos concentrados em alguns estados, a situação acende um alerta sobre a importância de reconhecer os sinais da doença, entender suas formas de contágio e saber o momento certo de procurar ajuda médica.
A doença, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo da varíola humana. Embora seja menos grave — não houve registro de mortes pela doença no país em 2026 —, a infecção exige atenção e cuidados específicos para evitar a sua disseminação e garantir uma recuperação adequada.
Quais são os principais sintomas da mpox?
Os primeiros sinais da mpox costumam ser semelhantes aos de uma gripe comum e incluem febre, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas costas, além de um cansaço profundo. Um dos sintomas mais característicos, que ajuda a diferenciar a doença de outras infecções, é o inchaço dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas, que podem aparecer no pescoço, axilas ou virilha.
Após o início desses sintomas, a principal característica da mpox surge: as lesões na pele. Elas geralmente aparecem de um a três dias após a febre e passam por diferentes estágios antes de cicatrizar:
- Máculas: manchas planas e avermelhadas.
- Pápulas: as manchas se tornam lesões elevadas e firmes.
- Vesículas: as lesões se enchem de um líquido claro.
- Pústulas: o líquido se torna amarelado (pus).
- Crosta: as lesões secam, formam cascas e depois caem.
As erupções podem se concentrar no rosto, nas palmas das mãos e nas solas dos pés, mas também podem ocorrer na boca, nos genitais e nos olhos.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão do vírus acontece principalmente pelo contato direto e prolongado com as lesões de pele, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. O contágio também pode ocorrer por meio de gotículas respiratórias durante um contato próximo e face a face, como em beijos e abraços.
Outra forma de transmissão é o contato com materiais contaminados, como roupas de cama, toalhas e objetos pessoais que foram usados por alguém com a doença. Por isso, o isolamento do paciente durante o período de infecção é uma medida fundamental para conter a propagação do vírus.
Quando procurar atendimento médico?
Qualquer pessoa que apresente sintomas compatíveis com a mpox, especialmente as lesões de pele características, deve procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico é fundamental para diferenciar a doença de outras condições com sinais parecidos, como catapora, herpes ou sífilis.
Ao identificar os sinais, é importante buscar isolamento imediato para proteger outras pessoas e seguir as orientações médicas. O tratamento geralmente envolve repouso, hidratação e cuidados com as feridas para prevenir infecções secundárias. O Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibiliza a vacina contra a mpox para grupos prioritários, como medida de prevenção e controle de surtos.








