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Faustão passa por transplantes de fígado e rim; saiba como funcionam esses procedimentos

Por Neto
08/08/2025
Em Saúde
Faustão

Após receber um coração, em 2023, e um rim, em 2024, Faustão passou agora por um transplante de fígado e um retransplante renal - Reprodução/Band

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Fausto Silva, o Faustão, foi submetido a novos transplantes de órgãos. Após receber um coração, em 2023, e um rim, em 2024, o apresentador de 75 anos passou agora por um transplante de fígado e um retransplante renal. Esses transplantes tornaram-se um recurso fundamental no tratamento de diversas doenças crônicas e agudas, especialmente em casos onde outras alternativas já não produzem o efeito necessário para a recuperação do paciente. No Brasil, o procedimento se destaca pela complexidade, critérios rigorosos de compatibilidade e desafios logísticos, exigindo uma ampla rede de profissionais e estruturas hospitalares. Com a evolução das técnicas cirúrgicas e medicamentos disponíveis, a taxa de sucesso desses transplantes tem registrado avanços significativos ao longo dos anos.

Pacientes que recebem órgãos doados frequentemente enfrentam um processo extenso de avaliação médica antes da cirurgia, além de um acompanhamento pós-operatório cuidadoso para minimizar os riscos de rejeição e infecção. Entre as opções existentes, o transplante de rim se destaca como solução para a insuficiência renal avançada, enquanto o de fígado é direcionado principalmente a pessoas com doenças hepáticas graves, como cirrose, falência hepática aguda ou certos tipos de câncer.

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Transplante de órgãos
Pacientes que recebem órgãos doados frequentemente enfrentam um processo extenso de avaliação médica antes da cirurgia, além de um acompanhamento pós-operatório cuidadoso para minimizar os riscos de rejeição e infecção – depositphotos.com / moussa81

Como é determinada a compatibilidade entre doador e receptor?

A seleção de um órgão adequado envolve protocolos rigorosos e exames de compatibilidade que analisam fatores essenciais, como tipo sanguíneo, antígenos HLA (do inglês Human Leukocyte Antigen, ou antígeno leucocitário humano) e condições clínicas do receptor e doador. Esses critérios influenciam diretamente nas chances de sucesso do transplante, já que quanto maior a compatibilidade, menores os riscos de rejeição e de complicações pós-cirúrgicas. Listas de espera são formadas, obedecendo a critérios de urgência, tempo de espera e, acima de tudo, compatibilidade médica entre as partes envolvidas.

No Brasil, grande parte dos transplantes realiza-se a partir da doação de múltiplos órgãos de um único doador, o que exige sincronização entre hospitais, equipes de captação e centros transplantadores. O uso do mesmo doador para fígado e rim, por exemplo, pode acelerar processos e aumentar as taxas de sucesso, pois os órgãos já envolvem fatores imunológicos semelhantes.

Quais cuidados são necessários após um transplante?

No período pós-transplante, os pacientes precisam adotar uma rotina de exames regulares e uso contínuo de medicamentos imunossupressores, que ajudam a evitar a rejeição do novo órgão pelo sistema imunológico. Durante os primeiros meses, existe um risco aumentado de infecções, razão pela qual a equipe médica monitora de perto quaisquer sintomas atípicos. O acompanhamento médico prolongado e a adesão ao tratamento farmacológico são indispensáveis para preservar a saúde do órgão transplantado e garantir uma melhor qualidade de vida ao paciente.

  • Uso de antimicrobianos: Logo após a cirurgia, muitos pacientes recebem medicamentos para prevenir infecções comuns, como pneumonia ou urinária.
  • Reabilitação clínica e nutricional: Uma dieta equilibrada e a reabilitação física são incluídas no plano terapêutico, visando uma recuperação mais eficiente.
  • Consultas periódicas: A realização de exames frequentes permite detecção precoce de possíveis problemas e manutenção do bem-estar.

Como ser um doador de órgãos no Brasil?

De acordo com a legislação brasileira, a manifestação do desejo de ser doador de órgãos deve ser comunicada à família, visto que, na ausência de autorização familiar após a morte, a doação não ocorre. O consentimento da família é o principal responsável pela efetivação do processo, ultrapassando formalidades cartoriais ou registros documentais, salvo situações excepcionais de decisão judicial.

  1. Conversar abertamente com familiares sobre o desejo de doar órgãos.
  2. Orientar pessoas próximas sobre quais órgãos e tecidos deseja doar, se preferir especificar.
  3. Lembrar que a negativa da família ainda é uma das principais barreiras para o aumento de doações no país.

Entre as razões para recusa da autorização, destacam-se questões culturais, desinformação e o impacto do luto no momento da solicitação. O aumento da transparência sobre os benefícios dos transplantes e informações claras à população são considerados fatores fundamentais para ampliar o número de doadores e oferecer uma nova chance de vida a quem espera por um órgão.

Médico
No Brasil, grande parte dos transplantes realiza-se a partir da doação de múltiplos órgãos de um único doador, o que exige sincronização entre hospitais, equipes de captação e centros transplantadores – depositphotos.com / damikh.meta.ua

Quanto tempo vive, em média, uma pessoa transplantada?

Com os avanços na medicina transplantadora e o acesso regular a fármacos imunossupressores mais eficazes, a expectativa de vida dos transplantados tem aumentado significativamente nos últimos anos. Dados mais recentes apontam que cerca de 70% dos pacientes e enxertos permanecem em funcionamento um ano após o procedimento, conforme informações do Ministério da Saúde. No entanto, a longevidade depende de fatores como adesão ao tratamento, controles médicos regulares e detecção precoce de complicações.

O transplante de órgãos é considerado um tratamento, não uma cura definitiva. Por isso, o acompanhamento médico constante é fundamental, incluindo exames laboratoriais frequentes e visitas ao especialista. Se houver rejeição ou falência do órgão transplantado, a possibilidade de novo transplante é avaliada individualmente, seguindo critérios de saúde e prioridades do sistema de saúde pública nacional.

Os transplantes de órgãos, além de promoverem o aumento da qualidade e expectativa de vida, evidenciam a importância da doação no cenário da saúde pública, reforçando a necessidade de diálogo e conscientização entre familiares para ampliar as oportunidades de tratamento a pacientes em situação crítica.

Tags: FaustãoFausto SilvafígadorimTransplante de fígadoTransplante de rim
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