''Meu coração está sereno e confiante", diz padre Robson ao negar acusações do MP

O padre se manifestou neste sábado. O pároco já tinha pedido afastamento das funções nesta sexta

Thays Martins
postado em 22/08/2020 21:57 / atualizado em 22/08/2020 22:35
 (foto: Santuário Divino Pai Eterno/Divulgação)
(foto: Santuário Divino Pai Eterno/Divulgação)

O padre Robson de Oliveira Pereira, investigado pelo Ministério Público do estado de Goiás por suspeita de irregularidades na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), no qual é fundador e presidente, se pronunciou neste sábado (22/8). Pelas redes sociais, o padre disse que tem confiança de que tudo será esclarecido e que nenhuma doação dos fiéis foi usada para outros fins que não os relacionados a associação.

Entre as acusações do MPGO. está a de que o padre teria usado recursos da associação para adquirir casas e gados. "Toda doação que fazemos ao Pai Eterno, foi toda, repito, toda empegada na própria associação em favor da evangelização", garantiu.

Nesta sexta-feira (21/8), após ser deflagrada a Operação Vendilhões, que cumpriu 16 mandados de busca  e apreensão em propriedades em Trindade e Goiânia, o padre pediu afastamento das funções de reitor da do Santuário Basílica de Trindade e da presidência da Afipe. No vídeo publicado, o padre diz que o pedido foi para colaborar com as investigações. "O melhor caminho seria me afastar temporariamente. Eu sempre estive e continuo a disposição do Ministério Público. Esse período vai me permitir colaborar com total transparência. Meu coração está sereno e confiante de que tudo será esclarecido", afirmou. 

Acusações 

A investigação apura suposta prática dos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro - perpetrados por organização criminosa. A quantia investigada chega a R$ 1,7 bilhão.

A Justiça também autorizou a quebra de de sigilo dos dados bancários,fiscais, telefônicos e telemáticos, bem como a interceptação telefônica dos investigados.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP/GO) chegou a pedir a prisão do padre Robson, mas a Justiça negou

 

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