Covid-19

Dois milhões deixaram isolamento social rigoroso, diz IBGE

Pesquisa PNAD Covid-19 aponta que o distanciamento, recomendado para conter o avanço da pandemia, vem apresentando redução gradual desde o início de julho

Maria Eduarda Cardim
postado em 02/10/2020 10:46
Número de pessoas que não saem de casa e daqueles que só vão à rua quando é necessário vem caindo seguidamente, segundo o IBGE -  (crédito: Tulio Santos/EM/D.A Press - 16/1/15)
Número de pessoas que não saem de casa e daqueles que só vão à rua quando é necessário vem caindo seguidamente, segundo o IBGE - (crédito: Tulio Santos/EM/D.A Press - 16/1/15)

Com a crescente retomada dos serviços, o isolamento social rigoroso, medida recomendada para a contenção da pandemia do novo coronavírus, vem sendo deixado de lado pela população. A edição semanal da PNAD Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que esse número de pessoas caiu em cerca de dois milhões, da primeira para a segunda semana de setembro.

“O percentual de pessoas que informaram ter ficado rigorosamente em casa caiu significativamente, de 17,7% para 16,7%, enquanto aumentou o percentual daquelas que reduziram o contato, mas continuaram saindo para trabalhar ou recebendo visitas”, ressaltou a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Desde o início de julho, o número de pessoas isoladas rigorosamente apresenta redução. Na penúltima edição da pesquisa, houve queda de 1,6 milhão. Dessa vez, a diminuição foi ainda maior, já que dois milhões deixaram de seguir estritamente o distanciamento.

Enquanto isso, o contingente dos que afirmaram ter reduzido o contato, mas continuaram saindo ou recebendo visitas, aumentou em 2,5 milhões. Ao todo, 83,2 milhões de pessoas adotaram esse comportamento mais flexível na segunda semana de setembro.

Os grupos que fazem qualquer tipo de restrição de contato e o que só sai por necessidade básica apresentaram estabilidade na comparação entre as primeiras duas semanas de setembro.

Sintomas

Os indicadores de saúde da pesquisa também revelaram estabilidade no número de que sentiram algum dos sintomas da síndrome gripal, como febre, tosse e dificuldade para respirar. A pesquisa aponta que 9,7 milhões de pessoas tiveram algum deles na segunda semana de setembro, enquanto, na primeira, o número era de 9,9 milhões.

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