COVID-19

Fiocruz fará pedido emergencial para vacina de Oxford, diz governador

Declaração é do chefe do Executivo do Piauí e coordenador do Fórum dos Governadores que discute o tema, Wellington Dias (PT). Fundação já havia anunciado que protocolaria a solicitação nesta semana

Bruna Lima
postado em 06/01/2021 18:02 / atualizado em 06/01/2021 18:49
 (crédito: Foto: Roberta Aline/Divulgação)
(crédito: Foto: Roberta Aline/Divulgação)

Após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmar que entraria com pedido de uso emergencial da vacina de Oxford ainda esta semana, o governador do Piauí e coordenador do tema no Fórum dos Governadores, Wellington Dias (PT), cravou que a solicitação seria protocolada junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até sexta-feira (8/1). A autorização permitirá que as doses prontas vindas da Índia possam ser aplicadas em caráter excepcional ainda em janeiro.

O governador do Piauí se reuniu com representantes da Fiocruz e da AstraZeneca nesta quarta-feira (6), quando houve a confirmação das tratativas junto ao Instituto Serum, laboratório indiano que também produz a vacina desenvolvida em conjunto com a universidade de Oxford. O princípio ativo da vacina começa chegar ao Brasil este mês, cabendo à Fiocruz fazer o envasamento e entrega ao governo federal.

"A Fiocruz vai receber, a partir de janeiro, 15 milhões de doses”, apontou Wellington Dias em vídeo gravado pela assessoria. A primeira remessa de um milhão de doses estará pronta entre 8 e 12 de fevereiro, segundo a fundação. Passado o primeiro período, a capacidade semanal de produção será ampliada para duas milhões de doses. "Acertamos que tenhamos algo como 50 milhões de doses para o Ministério da Saúde, para o Plano Nacional de Imunização, até o mês de abril", acrescentou o governador.

 

O montante é menor do que o esperado para que a Fiocruz complete a capacidade de produzir 30 milhões de doses ao mês. Por isso, em nome dos governadores, Dias solicitou à AstraZeneca ampliação da transferência do princípio ativo da vacina. "Isso permitirá que o Brasil tenha um processo de imunização mais célere, inclusive com a possibilidade de atender ao Brasil e também a outros países que precisam desta vacina", concluiu.

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