Covid-19

Avião buscará doses de vacina contra covid-19 na Índia nesta quinta (14/1)

Ministro da Saúde afirmou que aeronave retorna no próximo sábado (16) com as duas milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca

Sarah Teófilo
Maria Eduarda Cardim
postado em 13/01/2021 12:40 / atualizado em 13/01/2021 15:44
 (crédito: Athit Perawongmetha)
(crédito: Athit Perawongmetha)

O Ministério da Saúde anunciou que um avião decolará do Brasil nesta quinta-feira (14/1), com destino à Mumbai, na Índia, para buscar as duas milhões de doses da vacina contra a covid-19 produzidas pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, adquiridas pela pasta. A aeronave decolará do Aeroporto do Recife (PE), às 23h e tem previsão de retorno ao país no próximo sábado (16/1), um dia antes de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidir se aprova ou não o uso emergencial das doses importadas.

O avião retornará direto para o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde as vacinas serão armazenadas. As duas milhões de doses do imunizante aguardarão então o aval da Anvisa sobre o uso emergencial da vacina para poderem ser utilizadas.

Segundo a nota emitida pelo Ministério da Saúde, a vacina poderá ser distribuída aos estados em até cinco dias após a aprovação do uso emergencial da Anvisa. No entanto, o prazo citado na nota é maior do que o informado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta segunda-feira (11/1). O general indicou que a distribuição ocorrerá de três a quatro dias após o aval da agência. 

Nesta quarta-feira (14/1), Pazuello comentou sobre a viagem de busca das doses do imunizante, mas errou a data de partida da aeronave ao afirmar que o avião decolaria nesta quarta-feira (13/1). “Hoje, decola o avião para ir buscar as duas milhões de doses na Índia. É o tempo de viajar, apanhar e trazer. Já está com o documento de exportação pronto. [...] Então, quando nós tivemos a posição da Anvisa, nós temos o material para distribuir”, disse o general durante o pronunciamento sobre as ações do ministério no Amazonas.

As doses são do laboratório indiano Serum. No último dia 4, o presidente do instituto, responsável pelo fornecimento da vacina ao Brasil, Adar Poonawalla, disse que o governo indiano não permitiria a exploração da vacina produzida no país. No dia seguinte, entretanto, ele publicou uma mensagem no Twitter afirmando que "as exportações de vacinas são permitidas para todos os países, e um comunicado conjunto esclarecendo quaisquer mal-entendidos com relação à Bharat Biotech será feito".

Ao mesmo tempo, os Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores emitiram uma nota confirmando a importação das duas milhões de doses. “Não há qualquer tipo de proibição oficial do governo da Índia para exportação de doses de vacina contra o novo coronavírus produzidas por farmacêuticas indianas”, informaram. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, solicitando a antecipação "com urgência" do fornecimento das doses. 

Correção: esta reportagem foi atualizada às 15h30 após comunicado do próprio Ministério da Saúde retificando a data de partida do avião informada pelo ministro Pazuello, cuja partida será nesta quinta-feira (14), não na quarta-feira (13), como anteriormente informado.

 

Vacinação em janeiro

Ainda durante o pronunciamento feito em Manaus (AM) nesta quarta-feira (13), Pazuello garantiu que o país começará a vacinar contra a covid-19 ainda neste mês de janeiro. O general frisou que “ninguém receberá a vacina antes de Manaus” e que o imunizante será distribuído simultaneamente em todos os estados, seguindo a proporção da população. O ministro ainda reforçou que a distribuição da vacina será feita em até quatro dias após a aprovação do uso emergencial feito pela Anvisa.


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