Covid-19

Minutos após aprovação da Anvisa, primeira pessoa é vacinada no Brasil

A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, recebeu a primeira dose da CoronaVac ao lado do governador de São Paulo, João Doria, minutos após a Anvisa aprovar por unanimidade o uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford

Maria Eduarda Cardim
postado em 17/01/2021 15:44 / atualizado em 17/01/2021 19:16
 (crédito: AFP/Nelson Almeida )
(crédito: AFP/Nelson Almeida )

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca, a primeira pessoa foi vacinada no Brasil neste domingo (17/1). A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, que atua na linha de frente do combate ao coronavírus no Hospital Emílio Ribas, foi a primeira brasileira a receber uma dose da vacina Coronavac em território nacional. 

A aplicação da vacina foi feita minutos após a aprovação do uso emergencial da CoronaVac pela Anvisa. Ao lado do governador de São Paulo, João Doria, Mônica foi vacinada e comemorou. A enfermeira tem perfil de alto risco para complicações da covid-19, já que é obesa, hipertensa e diabética.

Mesmo assim, Mônica se inscreveu para vagas de contrato por tempo determinado para atuar dentro do Hospital Emílio Ribas, ciente de que a unidade estaria no epicentro do combate à pandemia. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito a pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse.

Durante coletiva de imprensa, a enfermeira declarou que tem orgulho do seu trabalho e pediu para que a população acredite na vacina. "Eu to falando agora como brasileira, mulher negra. Vamos pensar em um monte de vidas que nós perdemos. Quase perdi um irmão também com covid-19 e diante disso eu tomei coragem e participei do estudo da vacina", disse. 

O irmão caçula, auxiliar de enfermagem de 44 anos, ficou internado por 20 dias com a doença. Mônica, mesmo atuando na linha de frente, não se infectou com a covid-19.

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