Alto Paranaíba

Jazigo de jovem assassinado em 1946 é o mais visitado em Patos de Minas

'Zé Borrachudo' foi assassinado aos 22 anos. Muitos associam o fato a uma acusação de furto; já outros dizem que foi inveja pela fama de galanteador

Lélis Félix - Estado de Minas
postado em 02/11/2021 19:50
 (crédito: Igor Nunes/Divulgação)
(crédito: Igor Nunes/Divulgação)

Cerca de 5 mil pessoas visitaram o Cemitério Municipal de Santa Cruz, neste Dia de Finados, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A movimentação mais intensa aconteceu no período da manhã. Do lado de fora, vendedores de flores aproveitaram o feriado para ganhar um dinheiro extra. No ano passado, não houve visitação devido à pandemia da covid-19.

O jazigo mais visitado é o de José Lourenço da Costa, conhecido popularmente como "Zé Borrachudo". Ele morreu aos 22 anos, em 16 de janeiro de 1946, sendo sepultado três dias depois (19/1/1946). Registros históricos apontam que ele era um boiadeiro e tinha o costume de ter uma vida noturna agitada. Seu programa preferido era cantar músicas românticas no violão. Com fama de galanteador, Zé Borrachudo era negro e fazia sucesso com as mulheres.

Pelos registros oficiais, ele morreu afogado no Rio Paranaíba, porém tratou-se de um crime. Pelo que se conta, ele foi torturado e teve parte do corpo mutilado antes de ser atirado nas águas. O motivo do fim trágico ainda é um mistério: há quem diga que foi por uma suspeita de furto; já outros associam a morte ao ciúme pela fama de galanteador.

Segundo a aposentada Valda Alves, na época circulou o boato de que ele teria furtado dinheiro do hóspede de uma pensão. Para ela, a morte dele foi uma injustiça. "Ele não estava com dinheiro. Naquela época, o povo era mais bravo."

Muitas pessoas caracterizam Zé Borrachudo como um "fazedor de milagres". Segundo os funcionários do Cemitério de Santa Cruz, inúmeras pessoas visitam o jazigo, acendem velas e deixam flores, com a esperança de uma realização.

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