Operação Novo Cangaço

Deputada estadual do Psol passa a ser escoltada pelo Bope em Minas

Pedido de escolta para Andréia de Jesus partiu do presidente da ALMG, Agostinho Patrus; deputada foi ameaçada exatamente após pedir investigação sobre a ação do Bope em Varginha

Ivan Drummond - Estado de Minas
postado em 09/11/2021 10:59 / atualizado em 09/11/2021 14:47
Parlamentar mostrou mensagens em tom ameaçador com frases como
Parlamentar mostrou mensagens em tom ameaçador com frases como "seu fim será igual ao da Marielle" - (crédito: Daniel Protzner/ALMG/Reprodução)

Desde a manhã desta terça-feira (9/11), a deputada estadual Andréia de Jesus (PSol), que foi ameçada nas redes sociais, está sendo escoltada pelo Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Minas Gerais (Bope). São os mesmos policiais que participaram da operação contra o novo cangaço, em Varginha, quando foram mortos 26 integrantes do grupo criminoso que tinha forte armamento bélico.

A solicitação à PM foi feita pelo presidente da Assembléia Legislativa, Agostinho Patrus (PV), tão logo recebeu a denúncia por parte da deputada, na noite da última quarta-feira (3/11), após a mesma receber ameaças em suas redes sociais por pedir investigações justamente sobre a atuação militar na ação em Varginha.

“Tão logo tomei ciência das graves ameaças sofridas pela deputada Andréia de Jesus solicitei providências imediatas junto à Polícia Militar. Determinei, ainda, que sejam tomadas todas as medidas necessárias, no âmbito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para resguardar a segurança da parlamentar”, disse o parlamentar, à época.

A deputada, líder da Comissão dos Direitos Humanos da ALMG, havia publicado uma carta revelando ter recebido ameaças de morte, tão logo solicitou uma investigação sobre a ação da PM em Varginha. A partir dessa solicitação, foi instaurada uma investigação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público sobre o caso.

Andréia revelou, inclusive expondo os prints das conversas, que foi xingada com termos de baixo calão e ainda ameaçada. "Você vai ver o que lhe espera. Vamos te matar. Seu fim será igual ao de Marielle. Pra tu ficar de exemplo.” Além disso, ela denunciou ter tido seus perfis invadidos.

A escolta

Segundo o tenente-coronel Flávio Santiago, chefe da assessoria de imprensa da PM, a escolta teve início da manhã desta terça-feira, atendendo ao pedido do presidente da ALMG, Polícia Civil e Ministério Público. “A PM, de pronto, a partir da solicitação, deu início à escolta. Independente de quem quer que seja, estamos aptos a dar proteção.”

Segundo o militar, a escolha da escolta recaiu sobre o Bope de Varginha, devido ao alto padrão de qualificação dos profissionais daquela unidade. “Eles estão aptos para atender qualquer tipo de situação”.

Os primeiros passos da escolta foi fazer a varredura da residência da deputada. “Todos os detalhes foram observados e cada movimento, cada passo que ela fizer daqui em diante, mesmo quando for fazer compras num supermercado, estará acompanhada pelo nossos militares.”

O número de policiais, por questão de segurança, não foi revelado, mas até mesmo quando a deputada estiver na Assembléia, onde existe uma segurança especializada, ela estará sendo acompanhada pela escolta.

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