Paralisação

Pilotos e comissários de voo entram em greve nacional na segunda-feira (30/11)

Por dia, 50% dos tripulantes vão cruzar os braços, enquanto a outra metade cumprirá jornada de trabalho

Aline Brito
postado em 24/11/2021 19:34
 (crédito: Getty Images)
(crédito: Getty Images)

Nesta quarta-feira (24/11), pilotos, copilotos e comissários decidiram, em assembleia, decretar greve em todo o país a partir da próxima segunda-feira (30/11). Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a paralisação é por tempo indeterminado, até que o pedido de reajuste salarial que contemple a reposição das perdas inflacionárias nos últimos dois anos seja atendido.

Para manter o serviço mínimo exigido para serviços essenciais em caso de greve, os tripulantes decidiram trabalhar por escala, com metade da categoria parada e a outra metade cumprindo a jornada de trabalho. Assim, vão intercalando. “Em respeito à sociedade e aos usuários do sistema de transporte aéreo, os aeronautas farão a paralisação de 50% dos tripulantes por dia, enquanto os outros 50% permanecerão em serviço”, disse o SNA em nota.

Como justificativa para a paralisação, o sindicato relembrou que, desde o início da pandemia, a categoria nunca parou de trabalhar, tendo enfrentado graves riscos de contaminação pela covid-19, além de ter contribuído no transporte das vacinas, insumos e equipamentos.  “Pilotos e comissários deram colaboração importante para a recuperação das empresas aéreas ao aceitar, de maneira correta, reduções salariais e remuneratórias que perduram até hoje”, afirmou, em comunicado.

Em live realizada nesta quarta, o presidente do sindicato, Odino Dutra, prestou esclarecimentos sobre a decisão. “O objetivo do movimento grevista é sensibilizar as empresas para virem para uma negociação de verdade, tentando buscar uma solução negociada. Nosso movimento tem em vista a legalidade, eficiência, segurança e comunicação e eu espero que ele seja efetivo”, pontuou Dutra. “Na minha avaliação, sob o ponto de vista financeiro, vale a pena aumentar 1% do custo e conceder o nosso reajuste do que parar a aviação, que é o que vai terminar acontecendo”, completou.

 

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