Pandemia

Ômicron já representa 31% dos casos de covid-19 no Brasil, mostra levantamento

Variante foi detectada em oito estados brasileiros, entre 1 e 25 de dezembro, de acordo com monitoramento divulgado pelo Instituto Todos pela Saúde

Jéssica Gotlib
postado em 30/12/2021 06:00
Uma enxurrada de países ao redor do mundo proibiu voos do sul da África após a descoberta da variante, incluindo -  (crédito: Phill Magakoe/AFP)
Uma enxurrada de países ao redor do mundo proibiu voos do sul da África após a descoberta da variante, incluindo - (crédito: Phill Magakoe/AFP)

O avanço da variante ômicron do novo coronavírus tem preocupado autoridades sanitárias em todo o mundo. No Brasil, ela já representa 31,7% dos casos confirmados da covid-19. Os dados são de um levantamento feito pelo Instituto Todos Pela Saúde. Segundo a análise técnica, dos 16 estados que enviaram amostras, 8 tiveram casos confirmados da variante no período entre 1º e 25 de dezembro.

A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (29/12), usou 30,4 mil resultados de amostras enviados pelos laboratórios DB Molecular e Dasa. O método escolhido para a coleta foi o exame RT-PCR, no qual é colhida a secreção nasal dos pacientes. O relatório destaca que o índice de resultados positivos foi considerado baixo (2,1%) e que esse dado é positivo do ponto de vista do controle da pandemia no Brasil, de forma geral.

Série histórica do levantamento criada pelo Instituto Todos pela Saúde
Série histórica do levantamento criada pelo Instituto Todos pela Saúde (foto: Instituto Todos pela Saúde/Divulgação)

Mesmo assim, os cientistas alertam para a alteração na prevalência da variante Ômicron, que é mais transmissível. Embora a média geral esteja em um patamar aceitável para o momento, ela passou de 40% em alguns dias do período observado e chegou a 70% em 25 de dezembro.

Para os autores do monitoramento, esse é um indício de que se precisa seguir atento e manter as medidas de proteção sanitária, como o uso de máscara e o distanciamento social. Isso tendo em vista, especialmente, a atual epidemia de gripe H3N2 no Brasil. Os dois vírus somados, podem levar a um novo colapso do atendimento médico-hospitalar, ainda que sejam menos letais que o coronavírus original.

 

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