Pandemia

Após aplicar vacina vencida em crianças, cidade da Paraíba vai descartar 1.400 doses

Das 49 crianças vacinadas com as dose de adulto, 36 receberam dose vencida. Outros 200 adultos também receberam imunizante com armazenamento inadequado

Estado de Minas
postado em 18/01/2022 20:54 / atualizado em 18/01/2022 20:54
 (crédito: Barbara Cabral/Esp.CB)
(crédito: Barbara Cabral/Esp.CB)

As autoridades estão acompanhando o caso da vacinação inadequada contra a COVID-19 feita em crianças de Lucena, na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. Na cidade, crianças receberam doses vencidas e de dosagem para adultos. Nesta terça-feira (18/1), o Ministério Público Federal (MPF) constatou que 1.400 doses não utilizadas - devido ao mau armazenamento no prazo dos 30 dias em temperaturas de 2 a 8 graus - serão descartadas.

Segundo as autoridades, das 49 crianças vacinadas com as dose de adulto, 36 receberam dose vencida. Outra informação confirmada hoje foi que, além das crianças, outras 200 pessoas receberam o imunizante fora do prazo de validade.

A história veio a público nos últimos dias, após uma mãe publicar nas redes sociais um vídeo do cartão de vacinas dos filhos com a informação de que eles foram vacinados contra o coronavírus no início de janeiro. Porém, as doses e a vacinação de crianças só chegaram na Paraíba na última sexta-feira (14/1).

A vacina contra COVID-19 autorizada para crianças apresenta diferenças na dosagem, composição e concentração do principal componente, o RNA mensageiro, com a dosagem sendo o equivalente a um terço da vacina aplicada em adolescentes, a partir dos 12 anos, e adultos.

A Pfizer emitiu uma nota nesta terça recomendando o monitoramento dos possíveis sintomas nas crianças.

Confira na íntegra:

Com relação ao caso das crianças na Paraíba que receberam uma dose da vacina não dedicada ao público infantil da ComiRNAty, esclarecemos:

Para casos como esse, especificamente, recomenda-se o monitoramento dos sinais vitais e o possível tratamento sintomático. Se houver alguma dúvida e/ou algum sintoma a recomendação é procurar o profissional ou serviço médico de referência.

A Pfizer realiza habitualmente o acompanhamento de relatos de potenciais eventos adversos e erros de administração de seus produtos, mantendo sempre informadas as autoridades sanitárias brasileiras, de acordo com a regulamentação vigente.

Especificamente para a vacina ComiRNAty, a fim de facilitar ainda mais o contato com a empresa e o monitoramento dos potenciais eventos adversos da vacina, a Pfizer estabeleceu um portal para comunicação de informações relacionadas a relatos de eventos adversos: https://www.pfizersafetyreporting.com/#/pt.

Pacientes que apresentem qualquer quadro de potencial evento adverso devem manter acompanhamento médico ou com serviço de saúde de referência e seguir as condutas clínicas instituídas e orientadas por tais responsáveis.

Os profissionais de saúde, incluindo os médicos, podem acessar os canais de comunicação da Pfizer para obter informações técnicas ou ter acesso a literatura médica especializada.

Os estudos clínicos que levaram à aprovação da vacina da Pfizer e BioNTech para população de 5 a 11 anos de idade basearam-se no regime de duas doses de 10 mcg por dose. Essa formulação chegará aos países em um frasco com coloração diferente, na qual a tampa e o rótulo são apresentados na cor laranja, como forma de facilitar a diferenciação desses para os outros frascos destinados à população adolescente e adulta, que tem a cor roxa (acima de 12 anos, que tem regime de duas doses de 30 mcg).

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