Caso Dom e Bruno

Amarildo confessou assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira, diz PF

Amarildo Oliveira e o irmão dele, Oseney da Costa, estão presos, suspeitos de terem matado o jornalista britânico e o indigenista

Tainá Andrade
Pedro Grigori
postado em 15/06/2022 21:19 / atualizado em 15/06/2022 21:27
 (crédito: Material Cedido ao correio Braziliense)
(crédito: Material Cedido ao correio Braziliense)

O superintendente regional da Polícia Federal do Amazonas (PF-AM), Alexandre Fontes, informou, em coletiva, na noite desta quarta-feira (15/6), que o primeiro suspeito preso, Amarildo Oliveira, conhecido como Pelado, confessou de forma voluntária ter participado do morte do jornalista britanico Dom Philips e o indigenista Bruno Pereira. Segundo ele, os dois foram mortos a tiros e depois os corpos foram esquartejados e queimados.

Amarildo foi levado, por volta das 15h desta quarta-feira (15/6), ao local onde objetos dos desaparecidos foram encontrados no último domingo (12). Junto dele foram agentes da PF e o representante do Ministério Público do Amazonas (MP), e uma reconstituição do crime foi feita. Depois disso, a Polícia Federal confirmou que "remanescentes humanos" foram encontrados na área das escavações. 

“O local é de difícil acesso, 3,1 km mata adentro de onde foi encontrados os objetos, foram enterrados os corpos. Foram feitas escavações, é um local onde não tem contato telefônico, o agente tem que sair do local para comunicar que há remanescentes humanos”, explicou o superintendente.

Os restos mortais encontrados nas buscas chegam a Brasília na quinta-feira (16/6). Os corpos foram enviados para Tabatinga e serão transferidos para o Distrito Federal, onde passarão por identificação no Instituto de Criminalística.

Amarildo, "Pelado", foi preso no dia 7 de junho, dois dias após os desaparecimentos. Ele foi pego durante uma abordagem por posse de drogas e munição calibre 762, de uso restrito. Também foram encontrados vestígios de sangue na embarcação dele. Na última terça-feira (14/6), o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “Dos Santos”, também foi preso, sob suspeita de agir junto de “Pelado” na execução do crime.

Segundo Amarildo, uma "terceira pessoa" teria efetuado os disparos contra Dom e Bruno. A participação dessa pessoa está sendo investigada. De acordo com o delegado da Polícia Civil Guilherme Torres, mais prisões podem ocorrer. "Nossa missão precípua desde o início era encontrá-los com vida. Infelizmente, trazemos essa triste notícia", disse.

Dom Philips e o indigenista Bruno Araújo desapareceram em 5 de junho. A última vez que eles foram vistos com vida foi na comunidade de São Gabriel. Eles haviam viajado até a região de barco, pelo Lago do Jaburu, e pretendiam voltar à cidade de Atalaia do Norte. Bruno acompanhava Dom como guia, e era a segunda vez que eles viajavam pela região. 

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