INVESTIGAÇÃO

Corpos que podem ser de Dom e Bruno chegam a Brasília amanhã para perícia

Os restos mortais foram enviados para Tabatinga e serão transferidos para o Distrito Federal, onde passarão por identificação no Instituto Nacional de Criminalística

Mariana Niederauer
Ana Maria Campos
postado em 15/06/2022 20:41 / atualizado em 15/06/2022 21:32
Os corpos foram enviados para Tabatinga e serão transferidos para o Distrito Federal, onde passarão por identificação no Instituto de Criminalística -  (crédito:  Carlos Vieira/CB)
Os corpos foram enviados para Tabatinga e serão transferidos para o Distrito Federal, onde passarão por identificação no Instituto de Criminalística - (crédito: Carlos Vieira/CB)

Os restos mortais encontrados nas buscas pelo jornalista Dom Philips e pelo indigenista Bruno Pereira nesta quarta-feira (15/6) chegam a Brasília nessa quinta (16). Os corpos foram enviados para Tabatinga e serão transferidos para o Distrito Federal, onde passarão por identificação no Instituto de Criminalística.

A confirmação de que "remanescentes humanos" foram durante escavações nas buscas pelos dois desaparecidos na Amazônia foi dada pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, em postagem no Twitter na noite de hoje. Torres disse que as informações são da Polícia Federal. “Eles serão submetidos à perícia. Ainda hoje, os responsáveis pelas investigações farão uma entrevista coletiva em Manaus”, disse. A coletiva está prevista para ocorrer às 20h30.

Servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) também anunciaram que se pronunciarão oficialmente à imprensa logo após as informações da PF. "Os servidores, que também estão em greve, apenas aguardam declaração oficial da Polícia Federal, às 20h30, para se manifestarem sobre as buscas por Bruno Pereira e Dom Phillips", informaram os servidores, em nota. A greve começou em 13 de junho.

  • Indígena integrante da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) busca pistas que levem ao paradeiro do veterano correspondente Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira João LAET / AFP
  • Indígena integrante da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) busca pistas que levem ao paradeiro do veterano correspondente Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira João LAET / AFP
  • Indígena integrante da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) busca pistas que levem ao paradeiro do veterano correspondente Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira João LAET / AFP
  • Funcionários da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e membros de Movimentos Sociais protestam em frente ao Ministério da Justiça em Brasília EVARISTO SA/AFP
  • Um indígena brasileiro Kamuu Dan Wapichana participa de protesto de funcionários da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) do lado de fora do Ministério da Justiça em Brasília EVARISTO SA/AFP
  • Funcionários da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e membros de Movimentos Sociais protestam em frente ao Ministério da Justiça em Brasília EVARISTO SA/AFP
  • Policia Federal faz busca dos pertences dos Desaparecidos o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira Divulgação/PF
  • Policia Federal faz busca dos pertences dos Desaparecidos o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira Divulgação/PF
  • Agentes da PF isolam uma área em busca de restos que possam indicar o que teria acontecido com Dom e Bruno, desaparecidos desde o dia 5 Material Cedido ao correio Braziliense
  • PF confirma que pertences encontrados em rio são de Bruno e Dom Polícia Federal/Divulgação
  • PF confirma que pertences encontrados em rio são de Bruno e Dom Polícia Federal/Divulgação

Desaparecidos na Amazônia

Dom Philips e o indigenista Bruno Araújo desapareceram em 5 de junho. A última vez que eles foram vistos com vida foi na comunidade de São Gabriel. Bruno acompanhava Dom como guia, e era a segunda vez que eles viajavam pela região. Um dos suspeitos presos confessou o crime e disse que as vítimas foram mortas, esquartejadas e tiveram os corpos incinerados. Ele disse aos policiais que não foi o “responsável pela execução”, mas que ajudou a esconder os restos mortais e que mostraria o local aos investigadores.

Dois suspeitos estavam presos, temporariamente, durante as investigações. Amarildo da Costa de Oliveira, 41 anos, conhecido como "Pelado", foi preso em flagrante em 7 de junho. Na última terça-feira (14/6), o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “Dos Santos”, também foi preso suspeito de ajudar na execução do crime.

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