Violência

Procurador que agrediu chefe é preso em São Paulo

A prisão preventiva de Demétrius Oliveira foi expedida na quarta-feira pelo juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara Criminal do Foro de Registro (SP)

Correio Braziliense
postado em 23/06/2022 11:18 / atualizado em 23/06/2022 11:57
 (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
(crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Foi preso, na manhã desta quinta-feira (23/6), o procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, que agrediu a procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros, 39, em Registro, São Paulo.

A prisão preventiva do procurador havia sido decretada na quarta-feira (22), pelo juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara Criminal do Foro de Registro (SP). A polícia do município foi até a casa de Demétrius, no entanto, ele não foi encontrado. 

O procurador foi encontrado em São Paulo nesta quinta, quando foi detido pela polícia. As informações foram confirmadas pelo governador do estado, Rodrigo Garcia, pelas redes sociais. 

A informação também foi confirmada pelo Governo de São Paulo. Na nota, publicada nas redes sociais, eles afirmam que Demétrius foi detido em uma clínica psiquiátrica na capital paulista.

Entenda o caso

Na noite de segunda-feira (20), Gabriela foi agredida por Demétrius dentro da sede da Prefeitura de Registro, em São Paulo.

Imagens das câmeras de segurança registraram o momento e o vídeo viralizou nas redes sociais.

No boletim registrado pela vítima, ela relatou que Demétrius esta sendo investigado em um processo disciplinar interno por conta da conduta dele no ambiente de trabalho.

Em nota, a Prefeitura de Registro prestou solidariedade à vítima e repudiou a ação. “A Prefeitura de Registro manifesta o mais absoluto e profundo repudio aos brutais atos de violência realizados pelo Procurador Municipal contra a servidora municipal mulher que exerce a função de Procuradora Geral do Município, fatos ocorridos na última segunda-feira (20/6). Que a vítima e a família recebam toda nossa solidariedade, apoio e cada palavra de conforto e acolhimento”, afirmaram.

O delegado Daniel Vaz, responsável pelo caso, considerou que a prisão preventiva era necessária pois como o procurador tem "sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho", ele "expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública".

 

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