Queimadas

Inpe registra mais de 5 mil focos de calor na Amazônia em julho

Amazônia apresentou 5.373 focos de calor em julho. O número é 7,9% maior em comparação ao mesmo período no ano passado

João Gabriel Freitas*
postado em 01/08/2022 15:46 / atualizado em 01/08/2022 15:47
Porto Velho, Rondônia. O Greenpeace realizou sobrevoos no sul do Amazonas e no norte de Rondônia para monitorar desmatamento e queimadas na Amazônia em julho de 2022. -  (crédito:  © Christian Braga / Greenpeace)
Porto Velho, Rondônia. O Greenpeace realizou sobrevoos no sul do Amazonas e no norte de Rondônia para monitorar desmatamento e queimadas na Amazônia em julho de 2022. - (crédito: © Christian Braga / Greenpeace)

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE), a Amazônia apresentou 5.373 focos de calor em julho. Os dados publicados neste domingo (31/7) mostraram que os focos se concentraram no Pará (31,3%), Amazonas (26,6%) e Mato Grosso (22,3%).

O número é 7,9% maior em comparação ao mesmo período no ano passado. Uma das questões levantadas por organizações ambientais é que o uso do fogo no Brasil, em especial na Amazônia e Pantanal, é ilegal desde 23 de junho de 2022, a partir do Decreto nº 11.100/22.

O Greenpeace Brasil registrou imagens de avanços do fogo no bioma amazônico em sobrevoo pela região. Segundo a instituição, a Amazônia segue sob intensa ameaça com a ilegalidade e destruição ainda devastando grandes áreas.

No primeiro semestre de 2022, dados do Inpe apontaram o recorde negativo de quase 4000 km² de devastação. O marco representa o aumento de 10,6% em relação ao primeiro semestre de 2021.

 *Estagiário sob supervisão de Carlos Alexandre de Souza

 

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