dengue

Ministério da Saúde constata recuo nas infecções

País apresenta alto recuo da curva de infectados. Na semana epidemiológica 14, que se encerrou no último sábado, foram 76,8 mil registros — na 13ª computou-se 210 mil e, na 12ª, 325 mil

 22/02/2024 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - CB.Saúde entrevista Ethel Maciel, secretaria de vigilancia em saúde e ambiente do Ministério da Saúde. -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
22/02/2024 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - CB.Saúde entrevista Ethel Maciel, secretaria de vigilancia em saúde e ambiente do Ministério da Saúde. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
postado em 10/04/2024 03:55

O Brasil adiantou o pico de casos de dengue neste ano, de acordo com o boletim epidemiológico da dengue, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. Historicamente, o maior número de infectados é registrado entre abril e maio, porém, em 2024, isso ocorreu entre fevereiro e início de março.

Próximo de bater os 3 milhões de casos prováveis da doença em quatro meses, o país apresenta alto recuo da curva de infectados. Na semana epidemiológica 14, que se encerrou no último sábado, foram 76,8 mil registros. Na anterior, computou-se 210 mil e, na 12ª, 325 mil.

"A gente observa a maior parte dos estados em queda ou estabilidade. Passamos daquele momento, mas ainda temos um caminho a percorrer. Às vezes, a gente dá a impressão de que o pior passou, só que ainda vamos ter pessoas adoecendo", explicou Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

O levantamento da pasta mostrou o aumento de locais com queda confirmada de casos e em estabilidade. Estão diminuindo os registros no Acre, em Roraima, no Amazonas, em Goiás, no Distrito Federal, no Piauí, em Minas Gerais, no Espírito Santo e no Tocantins — que estava em estabilidade na última semana.

Estabilidade

Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte saíram do aumento da doença para um quadro estável. Também estão em estabilidade Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo. Apresentam alta Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco e Sergipe.

"Temos grandes avanços e boas notícias não podem trazer desmobilização. Estamos trazendo notícias melhores porque todos estão mobilizados", destacou Guilherme Werneck, diretor do Departamento de Articulações Estratégicas de Vigilância em Saúde do ministério.

Ethel chamou a atenção ao fato de que o período de aumento de casos está mais curto. Inicialmente, a subida estava prevista até a 23ª semana epidemiológica, tal como ocorreu em 2023. Mas, na 15ª semana, a curva diminuiu. Apesar disso, o país deve dobrar o número de casos da doença, que no ano passado era de 1,5 milhão — atualmente, está em 2,65 milhões.

A preocupação da pasta segue em relação aos casos graves — que ultrapassaram 28 mil registros. O número de óbitos confirmados, neste ano, é de 1.117 pessoas, mas outros 1.806 estão em investigação.

O ministério alerta que febre, dor no corpo, nas articulações, atrás dos olhos, de cabeça e manchas vermelhas são os sintomas mais comuns para a doença. Em caso de perceber algum desses sinais, é necessário procurar atendimento médico. A automedicação deve ser evitada, pois alguns medicamentos podem piorar ou mascarar a doença. 

*Colaborou Vitória Torres, estagiária sob a supervisão de Fabio Grecchi

 

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