CASO BANCO MASTER

TCU autoriza que comissão do Senado receba dados sigilosos do Master

Decisão também prevê apoio técnico do tribunal às investigações conduzidas pela Comissão de Assuntos Econômicos

Apesar da autorização para o compartilhamento dos dados, o tribunal determinou que sejam adotados mecanismos para garantir a preservação do sigilo das informações -  (crédito:  Ed Alves CB/DA Press)
Apesar da autorização para o compartilhamento dos dados, o tribunal determinou que sejam adotados mecanismos para garantir a preservação do sigilo das informações - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (11/3) autorizar o compartilhamento de informações e documentos relacionados ao caso Banco Master com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A medida inclui o envio de dados de caráter sigiloso para subsidiar as apurações conduzidas pelo colegiado. O banco foi liquidado e é investigado pela maior fraude bancária do país.

Presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), a comissão acompanha os desdobramentos envolvendo o banco e pretende utilizar os materiais fornecidos pelo TCU para aprofundar a análise sobre a atuação de órgãos públicos no processo que resultou na liquidação da instituição financeira.

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Além da liberação das informações, o TCU aprovou a prestação de apoio técnico aos trabalhos da comissão parlamentar. O objetivo é auxiliar os senadores na interpretação e avaliação dos documentos produzidos durante as investigações conduzidas pelo tribunal.

Apesar da autorização para o compartilhamento dos dados, o tribunal determinou que sejam adotados mecanismos para garantir a preservação do sigilo das informações. Entre as medidas previstas está a identificação dos documentos sensíveis com marca d’água, indicando a necessidade de manutenção da confidencialidade.

Pelas normas regimentais, todos os que tiverem acesso ao material deverão preservar o caráter reservado das informações, sob risco de responsabilização legal em caso de divulgação indevida.

Na mesma sessão, os ministros do TCU também analisaram um pedido de impedimento e suspeição do ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo que fiscaliza a atuação do Banco Central nos procedimentos que levaram à liquidação do Banco Master. A solicitação foi rejeitada pelo plenário da Corte.

O pedido havia sido apresentado pelo Instituto José do Patrocínio, Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA) e Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, que questionavam a permanência do ministro na relatoria. Com a decisão, Jhonatan de Jesus permanece responsável pelo caso.

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postado em 11/03/2026 21:30
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