SÃO PAULO

Bolsonarista defende intervenção militar dos EUA no Brasil, como no Irã

Durante ato na Avenida Paulista, o homem afirmou que intervenção seria necessária, mesmo com perda de vidas humanas e risco à soberania nacional

Um bolsonarista, que não foi identificado, afirmou que a direita brasileira quer uma intervenção militar dos Estados Unidos similar à feita pelo país no Irã, no sábado (28/2), e na Venezuela, em 3 de janeiro. No Irã, o líder-supremo Ali Khamenei foi assassinado, e na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro foi sequestrado para responder a um processo criminal de narcoterrorismo em tribunal norte-americano.

Para o homem, uma intervenção internacional seria necessária, mesmo que possa causar a morte de civis, e é “clamada” pela direita. A afirmação foi feita durante a manifestação “Acorda Brasil” contra o presidente Lula (PT) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º/3).

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Em vídeo compartilhado nas redes sociais, o entrevistador Luciano da Luz questiona se o apoiador e o restante da direita apoiam a intervenção militar no Brasil, e o entrevistado responde que sim, “100%”.

 

O homem, com uma bandeira dos Estados Unidos nas costas, por cima de outra do Brasil, afirmou que “o que o [presidente Donald] Trump está fazendo lá, referente à Venezuela e ao Irã, representa o que a direita tá querendo aqui no Brasil”. Para ele, uma intervenção seria “uma forma de justiça”, uma vez que “acaba com a ditadura nos outros países”.

O bolsonarista afirma que a direita “clama” pela intervenção da mesma forma no Brasil. “Logicamente que o Brasil não é problema do Trump, eu entendo isso totalmente, mas sou totalmente de acordo se tivesse”.

Durante a conversa, Luciano questiona se uma ação estadunidense colocaria em risco vidas humanas ou a soberania nacional, mas o entrevistado foi irredutível na opinião. “Infelizmente, eu acho que seria necessário. Quem quer paz, tem que estar preparado para a guerra. Teria sangue derramado? Sim, mas eu acho que seria necessário, não tem outra saída”, disse. 

Conforme comunicado do Crescente Vermelho iraniano desta segunda-feira (2/3), pelo menos 555 pessoas morreram no Irã em decorrência da ofensiva lançada no país pelos EUA e por Israel.


O homem também argumenta que “os meios legais já foram usados”, mas que não adiantaram. “Tanto que o presidente Bolsonaro tentou agir dentro das quatro linhas, onde ele tá preso. Não tem outra saída”, concluiu. 

O ato na Paulista também contou com o governador e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo), que afirmou que a manifestação foi “coisa linda demais de se ver”; do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e de outros políticos. A presença de Zema aconteceu depois que ele também participou de ato na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (MG).

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