CONFLITO ORIENTE MÉDIO

Múcio diz que Brasil monitora tensão no Irã e defende aumento do orçamento militar

Ministro defende que o percentual mínimo seja elevado para 2%, e argumenta que patamar atual é insuficiente diante de um mundo em que investimentos militares estã na casa do trilhão

As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa na cerimônia de ingresso de novos militares -  (crédito: Raphaela Peixoto/CB/D.A Press)
As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa na cerimônia de ingresso de novos militares - (crédito: Raphaela Peixoto/CB/D.A Press)

A escalada de tensão no Oriente Médio está no centro do monitoramento intensificado realizado pelo Ministério da Defesa e pelo Exército Brasileiro. Segundo o ministro José Múcio Monteiro, o governo acompanha “ponto a ponto” os desdobramentos de conflitos em regiões estratégicas para manter o Palácio do Planalto permanentemente atualizado. As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa na cerimônia de ingresso de novos militares. 

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Segundo Múcio, o monitoramento contínuo é realizado por centros de estudos estratégicos do Exército, responsáveis por produzir informes detalhados sobre a conjuntura internacional. A intenção é antecipar riscos e garantir capacidade de resposta rápida, tanto em cenários de crise quanto em missões humanitárias. 

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Ainda de acordo com o ministro, o acompanhamento detalhado permite ao governo agir preventivamente e manter prontidão para eventuais desdobramentos que possam afetar interesses nacionais ou cidadãos brasileiros no exterior.

Embora não haja pedidos oficiais relacionados ao Irã, a Defesa já coordenou operações humanitárias e de repatriação em áreas de conflito, como na Palestina e em Israel.“Nos preparamos para tempos difíceis, mas estamos torcendo sempre pela paz”, afirmou o ministro, ao reforçar que o objetivo do país não é a agressão, mas a dissuasão.

A preocupação com o cenário envolvendo o Irã reforça, conforme Múcio, a necessidade de uma mudança estrutural no orçamento da Defesa. O ministro defende que o percentual mínimo seja elevado para 2%, argumentando que o patamar atual é insuficiente diante de um mundo em que os investimentos militares somaram US$ 2,7 trilhões há dois anos, com países destinando até 7% de suas economias ao setor.

“Quando eu digo que nós precisamos investir mais em defesa, é para defender o que somos, o que temos, as nossas riquezas, que são muitas”, declarou. Segundo ele, as forças disponíveis hoje são “muito menores do que as nossas necessidades”.

Múcio sustenta que, em um mundo amplamente armado, a diplomacia é a principal ferramenta de atuação internacional, mas sua eficácia depende de uma base sólida de defesa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm autorizado a liberação gradual de recursos para projetos estratégicos e para o fortalecimento da base industrial de defesa, que quadruplicou de tamanho recentemente.


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postado em 02/03/2026 14:18 / atualizado em 02/03/2026 14:29
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