MEIO AMBIENTE

Marina: Autoridade Climática será criada

O governo ainda sustenta o projeto de criar a Autoridade Climática Nacional, que está em estudos desde janeiro de 2023

*Rafaela Bomfim

O governo ainda sustenta o projeto de criar a Autoridade Climática Nacional, que está em estudos desde janeiro de 2023. Foi o que garantiu, ontem, a ministra Marina Silva, depois de despedir-se do comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMAMC). Ela sai da pasta — que será comandada interinamente pelo secretário-executivo João Paulo Capobianco — para, possivelmente, disputar o Senado por São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin participou da cerimônia.

Apesar de ter se passado três anos desde que foi anunciada a criação da autarquia, Marina garante que ainda "é uma prioridade porque foi uma orientação do presidente Lula". A ideia foi reafirmada pelo presidente numa reunião com prefeitos amazonenses em setembro de 2024, quando mais de 60 municípios do estado estavam em situação de emergência por causa de estiagem severa.

Ao realizar um balanço da gestão, ela destacou ações de fiscalização ambiental e redução do desmatamento. Segundo dados apresentados pela ministra, houve queda nos índices na Amazônia e no Cerrado, além do aumento de operações de combate a crimes ambientais realizadas por órgãos federais.

Marina também citou iniciativas como o fortalecimento de programas de monitoramento e o financiamento de projetos climáticos. "As fiscalizações cresceram e a área de mineração ilegal foi reduzida", afirmou.

Futuro político

O último dia à frente do ministério foi, também, uma oportunidade para Marina dar indicações sobre seu futuro político. Ela disse que a decisão sobre seu futuro político depende de articulações em andamento e deve ser concluída até o fim da janela partidária, que se fecha amanhã.

O nome de Marina é cogitado para compor a chapa ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em uma eventual candidatura ao governo paulista, ou para disputar uma das cadeiras do Senado pelo estado. A outra vaga na chapa majoritária já é ocupada pela ministra Simone Tebet (Planejamento).

A ministra disse ter recebido convites de legendas como PT, PV, PSol e PSB. Apesar disso, destacou que segue filiada à Rede Sustentabilidade e que a discussão sobre eventual mudança de sigla está condicionada a uma disputa judicial interna. "Estou buscando por meios judiciais restabelecer o programa da Rede que, no meu entendimento, foi mudado de uma forma que não foi democrática", declarou.

A saída da ministra ocorre dentro do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.

Estagiários sob a supervisão de Ana Sá e Fabio Grecchi

 


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