saúde pública

São Paulo investiga caso suspeito de ebola

Homem de 37 anos esteve na República Democrática do Congo, onde há um surto da doença. Secretaria afirma que ainda não há confirmação laboratorial da infecção, mas isola paciente e reforça que o risco de transmissão no Brasil é baixo

Paciente está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, sob os protocolos de biosegurança -  (crédito: Miguel Schincariol/AFP)
Paciente está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, sob os protocolos de biosegurança - (crédito: Miguel Schincariol/AFP)

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo investiga um caso suspeito de vírus ebola na capital paulista. Trata-se de um paciente de 37 anos, que esteve na República Democrática do Congo e apresentou febre e outros sintomas compatíveis com a doença.

O paciente está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e segue protocolos de biossegurança para casos do tipo. A secretaria afirmou, ontem, ao Correio que ainda não há confirmação laboratorial da doença e que a investigação foi iniciada de forma preventiva.

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"Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes", afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo.

O paciente também está sendo testado para diversas outras doenças, sobretudo pela similaridade dos sintomas, como a malária.

Propagação para Uganda

O mais recente balanço, divulgado na última sexta-feira, pela Organização Mundial da Saúde sobre o surto de ebola originado no norte da República Democrática do Congo reflete uma epidemia viral "que continua evoluindo rapidamente e aumentando em número de casos, extensão geográfica e transmissão transfronteiriça" para o território ugandense: há 18 mortos e 134 casos confirmados, mas estão sendo investigados como suspeitos um total de 223 óbitos e 906 ocorrências.

Desde o último balanço de 21 de maio, a OMS confirmou mais 49 casos e oito óbitos. Há ainda outros 160 casos suspeitos e 47 mortes possivelmente atribuídas ao vírus que passaram a integrar a lista da OMS nos últimos sete dias. Além disso, há um caso confirmado, um cidadão dos Estados Unidos, que havia tratado pacientes na República Democrática do Congo e atualmente recebe atendimento médico na Alemanha.

Em sua avaliação de ontem, a OMS continua a destacar as enormes dificuldades que as equipes de saúde estão enfrentando na província congolesa de Ituri, epicentro do surto, e na região vizinha de Kivu: deficiências no rastreamento de contatos e no acompanhamento, insegurança e insuficiência dos sistemas de isolamento, atendimento e encaminhamento de pacientes.

Ituri concentra 88% (110) dos casos confirmados. O maior número de casos confirmados na região é registrado em Bunia (37 casos), Rwampara (33 casos), Mongbwalu (20 casos) e Nyankunde (10 casos) Das 17 mortes entre os casos confirmados na República Democrática do Congo, 10 foram de homens (nove com mais de 15 anos e um com menos de 15) e sete foram de mulheres (cinco com mais de 15 anos e duas com menos de 15). Até 27 de maio, foram registrados 2.635 contatos nas províncias de Ituri e Kivu do Norte.

Rolando Gómez, chefe da Seção de Imprensa e Relações Externas do Serviço de Informação das Nações Unidas (UNIS) em Genebra, alertou que a crise é especialmente grave, incluindo relatos de 150 civis mortos somente na província de Ituri nos últimos dias

Em Uganda, desde a última atualização de 21 de maio, mais sete casos foram confirmados.

Até a última sexta-feira, foram notificados um total de nove casos confirmados, incluindo uma morte. Até 26 de maio, foi identificado um total de 436 contatos ligados aos casos, os quais estão sob acompanhamento.=

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postado em 31/05/2026 04:01
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