O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 21, que estava planejando anunciar uma iniciativa pela qual mensagens seriam disparadas a 2,5 milhões de celulares roubados, indicando que os aparelhos deveriam ser entregues às delegacias e, caso contrário, os usuários dos aparelhos poderiam ser indiciados. Lula disse, porém, que recuou após refletir que compradores de boa-fé poderiam ser prejudicados.
"Eu ia passar uma mensagem, simples assim: você está com o telefone roubado, se foi você que roubou, devolva que não vai ter problema nenhum, mas, se você comprou, devolva também, senão você vai ser indiciado, procura a delegacia e devolva", disse o presidente.
Lula afirmou que há muitos usuários, entre os 2,5 milhões de celulares que já possuem cadastro no sistema do governo federal como roubados, que adquiriram o aparelho sem saber que era produto de furto. O presidente, então, declarou que não poderia recuperar os smartphones sem oferecer uma contraparte.
"Eu só quero prejudicar quem roubou, só quero prejudicar a loja que compra e vende, mas eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente ou por necessidade comprou. Então, isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial", disse Lula.
As declarações do presidente foram feitas em Aracruz (ES), onde Lula participou da cerimônia de entregas da 6.ª Teia Nacional de Pontos de Cultura. Ao lado dele, esteve presente no evento a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Saiba Mais
-
Brasil Como recuperar a conta gov.br após troca ou perda de celular?
-
Brasil SUS passa a oferecer teste para câncer de intestino antes dos sintomas
-
Brasil Influenciadora, participante de reality e mais de R$ 65 milhões em imóveis: quem é Deolane Bezerra, presa em operação contra o PCC
-
Brasil Marcola e familiares também são alvos de operação que prendeu Deolane
-
Brasil Elas iam ser freiras, hoje estão casadas: 'Deus foi nosso cupido'
-
Brasil Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro
