Espírito Santo

Legado da FEB: Último veterano capixaba completa 103 anos e comove cidade

Agostinho Ferreira da Silva lutou na tomada de Monte Castelo e hoje é o último integrante vivo da FEB no Espírito Santo

Na manhã da última segunda-feira (25/5), Guaçuí (ES) foi marcada por emoção, aplausos e memória. Aos 103 anos, Agostinho Ferreira da Silva, último ex-pracinha vivo da Força Expedicionária Brasileira no Espírito Santo, recebeu uma homenagem especial em frente à própria casa, reunindo militares, familiares, veteranos e moradores da cidade.

O ex-combatente completou aniversário no domingo (24/5) e viu a comemoração continuar no dia seguinte com a presença da Banda de Música do 38º Batalhão de Infantaria, além de representantes capixabas da FEB e integrantes do Tiro de Guerra de Guaçuí. A cerimônia também celebrou o Dia da Infantaria e contou com homenagens voltadas à trajetória do veterano brasileiro que participou da Segunda Guerra Mundial.

Natural de Guaçuí, Agostinho integrou o 1º Regimento de Infantaria e embarcou para a Itália durante o conflito. Em 1944, participou da histórica tomada de Monte Castelo, uma das batalhas mais importantes envolvendo soldados brasileiros na guerra. A conquista ficou marcada como símbolo da atuação da FEB ao lado das tropas aliadas contra as forças nazifascistas.


Durante a solenidade, o veterano acompanhou emocionado as apresentações militares e recebeu palavras de reconhecimento pela trajetória construída ao longo da vida. O subtenente Jandovi da Silva Fernandes, responsável pela cerimônia, destacou a importância da história de Agostinho para as novas gerações.

Segundo ele, Agostinho representa coragem, patriotismo e compromisso com o país em um momento decisivo da história mundial. O militar também afirmou que manter viva a memória dos combatentes brasileiros é uma forma de preservar parte importante da identidade nacional.

Nos últimos anos, a presença dos ex-pracinhas brasileiros se tornou cada vez mais rara. A maioria dos veteranos da FEB já faleceram, o que faz com que a história como a de Agostinho carregue mais valor histórico e afetivo.

*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe 

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