DINHEIRO PARA "CURTIR A VIDA"

'Vozes diziam que eu devia matar', diz diarista presa por morte de casal

Suspeita confessou o crime à Polícia Civil, afirmou que pretendia furtar bens do casal e relatou ter ouvido vozes antes dos assassinatos

A diarista, de 30 anos, presa na noite dessa quinta-feira (1º/7), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, confessou ter matado o casal de idosos encontrado morto em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações, a suspeita afirmou, durante o interrogatório, que “ouviu vozes” que indicavam que ela deveria matar as vítimas. Ela estava hospedada no It Itabira Hotel, onde foi localizada e presa pela Polícia Civil.

Em depoimento, ela relatou que foi ao apartamento para realizar um serviço de limpeza e disse que já havia recebido elogios de familiares das vítimas pela qualidade do trabalho.

A suspeita contou que não planejou o crime, mas que durante a limpeza decidiu furtar objetos da residência ao perceber os bens existentes no imóvel. Segundo a versão apresentada por ela, o plano inicial era dopar o casal para facilitar o furto.

Ela afirmou que administrou comprimidos às vítimas. Enquanto recolhia os objetos, Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, teria acordado e percebido a ação.

Ainda de acordo com a confissão, o advogado tentou reagir e, nesse momento, ela pegou uma faca e o golpeou no pescoço.

 

Sobre Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, ela afirmou que a idosa ainda estava sonolenta por causa dos medicamentos, mas também foi morta por causa das “vozes”, que afirmavam que ela devia matar o casal. 

A diarista disse à polícia que o crime teve motivação financeira. Segundo ela, embora já tivesse quitado suas dívidas, queria dinheiro para “curtir a vida”.

Ela também afirmou que não havia planejado matar o casal nem cometer o roubo antes de chegar ao apartamento, alegando que decidiu furtar os bens ao ver os objetos de valor existentes na residência.

A Polícia Civil segue investigando o caso e apura as circunstâncias dos crimes, além de analisar a versão apresentada pela suspeita.

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