A saúde do cérebro é influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Embora condições como Alzheimer e Parkinson tenham causas complexas, hábitos como sono inadequado, sedentarismo e má alimentação podem afetar as funções cerebrais.
Essas práticas podem comprometer a circulação no cérebro, favorecer inflamações e alterar o metabolismo dos neurônios. Também interferem no controle de sintomas de doenças já existentes, como crises epilépticas, alterações motoras e dor crônica.
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Segundo Marcelo Valadares, neurocirurgião da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o objetivo da prevenção é reduzir exposições que aumentam a vulnerabilidade do sistema nervoso. Modificar esses fatores não elimina o risco de uma doença neurológica, mas pode preservar a função cognitiva e a autonomia por mais tempo.
O especialista elenca cinco hábitos que merecem atenção:
1. Dormir pouco ou de forma irregular
O cérebro aproveita o sono para consolidar memórias e regular processos metabólicos. A privação afeta a atenção, o raciocínio e o humor. Alterações crônicas no sono estão associadas a um maior risco de declínio cognitivo e demência. Em pessoas com epilepsia, a falta de sono pode facilitar crises.
Para melhorar o descanso, é importante manter horários regulares para dormir e acordar, diminuir a exposição a telas antes de deitar e evitar cafeína à noite.
2. Passar o dia sedentário
A atividade física favorece a circulação sanguínea e estimula a plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de criar novas conexões. A inatividade prolongada, por outro lado, pode causar perda de força muscular e rigidez. Períodos curtos de movimento ao longo do dia, como caminhar ou subir escadas, já ajudam.
3. Basear a dieta em ultraprocessados
Refrigerantes, biscoitos recheados e salgadinhos contêm altas quantidades de açúcar, sódio e gorduras de baixa qualidade. Esse padrão alimentar contribui para hipertensão, diabetes e obesidade, condições que afetam os vasos sanguíneos do cérebro e podem gerar prejuízos de memória. A recomendação é priorizar alimentos in natura, como frutas, legumes e cereais integrais.
4. Consumir álcool em excesso e fumar
O álcool atua diretamente no sistema nervoso e seu consumo excessivo afeta a memória, o equilíbrio e o sono. O tabagismo danifica os vasos sanguíneos e aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e doenças cardiovasculares. Para quem fuma, interromper o hábito é uma das medidas mais relevantes para a saúde.
5. Normalizar o estresse e o isolamento
Viver sob estresse contínuo prejudica o sono e aumenta a tensão muscular. Já o isolamento social diminui os estímulos cognitivos. "Vínculos, conversas, atividades coletivas e estímulos intelectuais fazem parte do cuidado cerebral", explica Valadares. Manter relações sociais e reservar tempo para atividades prazerosas contribui para o bem-estar.
Quando procurar ajuda médica
Hábitos saudáveis não substituem o diagnóstico e o tratamento adequado. É necessário procurar avaliação médica diante de esquecimentos que interferem nas atividades cotidianas, tremores, rigidez, desequilíbrio, quedas ou dores que não melhoram.
Sinais súbitos como dificuldade para falar, fraqueza de um lado do corpo, perda de visão, confusão intensa, desmaio ou dor de cabeça muito forte e diferente das habituais exigem atendimento imediato.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
