CASO MASTER

PF faz operação para investigar aplicação de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió

A investigação da PF também ocorre em meio ao avanço das apurações sobre investimentos de outros fundos previdenciários em ativos relacionados ao Master

A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (10/8), uma operação para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos do regime próprio de Previdência Social (RPPS) do município de Maceió, em Alagoas. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e em São Paulo. A investigação mira duas aplicações realizadas pelo instituto de previdência municipal em 2023 e 2024, que somam R$ 97 milhões, em Letras Financeiras emitidas por uma instituição financeira privada.

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A apuração busca reconstruir os caminhos que levaram à decisão de aplicar os recursos previdenciários. Entre os pontos sob análise estão os procedimentos de credenciamento da instituição financeira, as cotações realizadas, as avaliações de risco, os mecanismos de governança e as decisões tomadas antes da efetivação dos investimentos.

A PF investiga a possível prática de gestão fraudulenta e não descarta a existência de outros crimes relacionados às operações.

Caso Master

O caso de Maceió se insere em uma investigação mais ampla sobre a utilização de recursos de regimes próprios de Previdência em aplicações financeiras ligadas ao Banco Master. O instituto municipal já havia entrado no radar das autoridades por causa dos investimentos realizados durante a gestão de João Henrique Caldas, o JHC.

A aplicação, segundo sinalizaram membros da corporação ao Correio, chamou atenção pelo volume de recursos envolvidos e passou a ser questionada diante da crise que atingiu o banco. A apuração agora pretende esclarecer não apenas se houve prejuízo aos cofres previdenciários, mas, principalmente, como foram tomadas as decisões que permitiram a aplicação do dinheiro dos servidores. 

O Ministério da Previdência contribui com as investigações por meio das auditorias realizadas pelo órgão. 

A matéria foi atualizada às 14h30 desta segunda-feira (10/8) pois informava equivocadamente que a operação envolvia o INSS.

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AH
postado em 10/08/2026 10:58 / atualizado em 10/08/2026 15:00
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