
O jornalista Carlos Monforte morreu aos 77 anos nesta segunda-feira (31/8). A causa da morte não foi divulgada. Carlos Monforte nasceu em Santos em 1949, e morava em Brasília há 43 anos.
O velório será na terça-feira (1º/9), das 13h às 15h, na capela 1 do Cemitério Campo da Esperança. O crematório será às 15h15
Carlos estudou jornalismo na Faculdade de Comunicação de Santos e, antes mesmo de concluir o curso, começou a trabalhar como repórter no jornal A Tribuna. Ele se formou em 1972 e, em seguida, tornou-se assessor de comunicação da Secretaria de Obras do Estado de São Paulo.
Entre 1973 e 1978, trabalhou como repórter especial de O Estado de S. Paulo. Nesse período, fez dois cursos de aperfeiçoamento no exterior. Ele ingressou na Globo em 1978 e foi um dos primeiros âncoras do telejornalismo brasileiro. Exerceu o cargo de editor-chefe e apresentador do Bom Dia Brasil na década de 1980. O telejornal chegou a realizar, no primeiro ano, cerca de 700 entrevistas com empresários e políticos. Carlos esteve à frente do Bom Dia Brasil por nove anos. Ele foi também editor de política do Jornal da Globo. O jornalista deixou a emissora em 2016.
Ao Correio, o jornalista Paulo José Cunha descreveu com carinho a relação de amizade que tinha com Carlos Monforte. Eles se conheceram em 1988 e passaram 10 anos convivendo diariamente na TV Globo. Para Paulo, Carlos deixa um legado de "retidão profissional e cuidado com a precisão da informação".
Em nota, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, lamentou a morte e destacou que a trajetória de Carlos Monforte foi marcada pelo compromisso com a informação e pelo exercício de uma atividade essencial à democracia.
"Como apresentador, repórter e analista, marcou gerações com sobriedade e capacidade de traduzir a complexidade dos fatos com clareza para a sociedade.Neste momento de tristeza, manifestamos sinceras condolências aos familiares, amigos e a toda a comunidade jornalística neste momento de dor.Que sua memória e sua contribuição ao jornalismo brasileiro permaneçam como legado às novas gerações", disse o ministro do STF.

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