
O Instituto AzMina lança, em 24 de setembro, o projeto "Não curto. Não compartilho", que reúne uma cartilha educativa e material audiovisual sobre violência de gênero, para auxiliar educadores, lideranças jovens e famílias sobre o tema.
Pesquisas da Unicef, Interpol e Ecpat revelam que, a cada 5 adolescentes de 12 a 17 anos, pelo menos 1 já foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitados pela tecnologia. Os riscos tendem a ser maiores quando as vítimas têm contato cada vez mais cedo com o mundo digital, principalmente com os modelos de inteligência artificial.
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O projeto nasceu para combater esse cenário no momento em que o Brasil discute os limites da regulação de plataformas digitais. Quem se interessar terá acesso a um glossário que cataloga 25 práticas de violência digital de gênero, organizadas em sete categorias, entre elas stalking, deepfake porn, sextorsão, doxing, outing e cyberflashing. A cartilha também contém sinais de alerta, orientações de acolhimento, boas práticas em grupos de mensagens, canais de denúncia e atividade pedagógicas.
“A nossa proposta é refletir em coletividade, abrir espaço de fala com nossos jovens e construir junto com eles as estratégias de superação”, conta Mari Leal, gerente do PenhaS — Programa de Enfrentamento à Violência de Gênero do Instituto AzMina.
O Instituto recomenda para quem replicar o projeto em sala de aula, e outros grupos formados por adolescentes e jovens, a exibição coletiva do material audiovisual, seguido por roda de conversa e orientação conceitual sobre o tema.
O vídeo produzido com linguagem acessível a adolescentes e jovens, com propósito de informar e despertar o diálogo.
Serviço
- O projeto "Não curto. Não compartilho" será lançado em 24 de setembro de 2026, em um evento online às 19h. A inscrição é aberta ao público e pode ser feita pelo link: https://hoy.bio/at7rrqfoya.
- Após o lançamento, ficará disponível gratuitamente no site AzMina (https://azmina.com.br/)