Eleições, El Niño e ECA Digital: assuntos do noticiário para transformar em repertório até o Enem

Nenhum deles tem presença garantida na prova, mas todos ajudam a entender conceitos que o exame pode cobrar

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postado em 05/10/2026 00:00
    -  (crédito: Agência i7)
- (crédito: Agência i7)

*Este conteúdo é um informe publicitário. 

Até as provas do Enem, nos dias 8 e 15 de novembro de 2026, em dois domingos consecutivos, o estudante vai dividir a rotina de estudos com um primeiro turno de eleição, um El Niño já considerado muito forte e uma conferência do clima que começa no dia seguinte ao primeiro dia de prova. Acreditar que um desses assuntos vai cair é um mau uso do tempo. O uso que vale a pena é outro: entender o conceito por trás de cada notícia.

"Mais do que saber o que está acontecendo, é importante compreender os contextos e as diferentes questões envolvidas em cada acontecimento", afirma Francisco Peque, diretor de operações de unidades escolares do Bernoulli Educação.

Para ele, a atenção às atualidades não deve ser confundida com aposta. "Nenhum tema do noticiário tem presença garantida no Enem, e não é esse o motivo para acompanhá-los. O que a prova pode cobrar são os conceitos, os processos e as relações que esses acontecimentos ajudam a entender. Uma questão pode não falar das eleições, mas exigir que o estudante compreenda como funciona a representação política. Pode não citar o El Niño, mas pedir que ele relacione oceano, atmosfera e chuva. Quem entende o fenômeno está preparado para as duas situações", explica.

(foto: Agência i7)

A seguir, cinco temas em pauta, o conteúdo que cada um aciona e onde ele se encaixa na prova.

1. Eleições 2026: como o voto vira representação

O primeiro turno acontece em 4 de outubro, e um eventual segundo turno, em 25 de outubro. Para além de candidatos e propostas, o período é uma oportunidade de entender o funcionamento do sistema. Presidente, governador e senador são eleitos pelo sistema majoritário. Os deputados passam pelo sistema proporcional, em que os votos dados ao partido ou à federação contam para distribuir as cadeiras.

Esse conteúdo se relaciona com Ciências Humanas, principalmente Sociologia, Filosofia e História do Brasil República, e com conceitos como democracia representativa, cidadania e participação política. O debate sobre desinformação durante a campanha também rende repertório, desde que tratado como fenômeno social, sem posicionamento partidário.

"Conceitos como democracia, cidadania e participação política não estão restritos à sala de aula. Ao acompanhar o debate público com atenção e senso crítico, o aluno consegue estabelecer relações entre o conteúdo estudado e situações concretas", destaca Peque.

2. El Niño: da temperatura do Pacífico à chuva no seu estado

O El Niño é uma realidade. Segundo dados atualizados pela NOAA, agência oceânica e atmosférica dos Estados Unidos, mostram que a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial já atingiu o maior patamar já registrado para o fenômeno e vários outros efeitos podem ser observados em todo o mundo. 

Para a prova, o caminho é seguir a cadeia de causa e consequência. O aquecimento acima do normal das águas do Pacífico altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas, e no Brasil os impactos variam de excesso de chuva e alagamentos a secas intensas e falta de água nos reservatórios. A agricultura também está entre os setores mais sensíveis, porque as mudanças de chuva e temperatura afetam diretamente o desenvolvimento das culturas e a produtividade. É conteúdo de Geografia que dialoga com energia, abastecimento e produção de alimentos. 

"Mais do que decorar qual efeito o El Niño provoca em determinada região, o aluno pode tentar entender o caminho que leva até aquele resultado. Esse tipo de análise também ajuda a perceber que fenômenos de escala global podem produzir consequências diferentes conforme as características geográficas de cada região", afirma Francisco Peque.

3. COP31: o clima também é negociação

A 31ª Conferência do Clima da ONU acontece de 9 a 20 de novembro de 2026 em Antália, na Turquia. A COP ajuda a entender como funciona a governança ambiental internacional. A conferência reúne governos, organismos internacionais, cientistas e sociedade civil para avaliar o progresso da ação climática e negociar novos passos no âmbito do Acordo de Paris, com temas como mitigação, adaptação e financiamento climático. Vale entender a diferença entre mitigar (reduzir emissões) e adaptar (preparar-se para os impactos), além de acompanhar a sequência depois da COP30, realizada em Belém.

4. ECA Digital: proteção, liberdade e o papel das plataformas

Em vigor desde 17 de março de 2026, a Lei nº 15.211/25 cria um marco jurídico para proteger crianças e adolescentes no ambiente on-line, com regras para redes sociais, jogos, aplicativos e plataformas de vídeo. A norma obriga as empresas a adotar ferramentas de controle parental e verificação de idade e surgiu como resposta à crescente "adultização" de menores nas plataformas. 

O tema está próximo da realidade de quem vai fazer o Enem. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Cetic.br, 92% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos usam a internet. Entre eles, 65% já usam inteligência artificial generativa, e 59% recorrem à tecnologia para pesquisas escolares ou estudos. Outros 10% usam a IA para conversar sobre problemas pessoais ou emoções, o que abre a discussão sobre os limites dessas ferramentas

Em Sociologia e Filosofia, o assunto aciona temas como o papel dos algoritmos, a tensão entre liberdade de expressão e proteção integral e a responsabilidade de empresas, famílias e Estado. Para a redação, é repertório atual, com lei, dado e contexto social.

5. Canetas emagrecedoras: ciência, mercado e saúde pública

Em 2026, as canetas emagrecedoras saíram das conversas de consultório e entraram no debate sobre mercado e saúde pública. O tema reúne biologia, economia e políticas públicas num mesmo fato. Por isso, é um bom exemplo de como uma notícia pode ser lida a partir de diferentes áreas do conhecimento.

Em Biologia, o tema passa pela ação hormonal: esses medicamentos regulam a glicose no sangue e reduzem o apetite. Em Ciências Humanas, levanta a relação entre patentes, concorrência, preço e acesso à saúde. O assunto também permite discutir a medicalização e os padrões de corpo, com a fronteira entre tratamento e busca por resultado rápido.

(foto: Agencia i7)

Como transformar notícia em repertório

Ler a notícia é o primeiro passo. Para que ela vire conteúdo de prova, ajuda responder a três perguntas sobre cada tema: qual conceito está por trás do fato, qual é a causa e quem é afetado pela consequência. Duas ou três linhas por tema, anotadas num mesmo lugar, formam um banco de repertório para as semanas finais.

Na redação, o repertório ajuda quando tem relação direta com o tema e sustenta o argumento, e não apenas quando é citado. A forma mais direta de testar isso é escrever. No PraticAI Redação, a ferramenta de correção de redações com inteligência artificial do Bernoulli, o estudante escolhe um tema no padrão do exame, envia o texto e recebe, em cerca de um minuto e meio, uma devolutiva por competência, com feedback do mentor e sugestões da IA, seguindo os critérios da cartilha de redação do Inep. 

"Eleições, fenômenos climáticos e saúde são apenas alguns exemplos de temas que ajudam a aproximar o conhecimento estudado na escola de questões presentes no cotidiano. A partir disso, o estudante consegue desenvolver uma leitura mais crítica sobre o mundo à sua volta", comenta Peque.

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