Preparação para o Enem vai além dos estudos: como cuidar da mente na reta final

Manter uma rotina equilibrada, respeitar o descanso e evitar comparações são atitudes que ajudam o estudante a chegar às provas mais preparado

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postado em 27/10/2026 00:00
    -  (crédito: Agencia i7)
- (crédito: Agencia i7)

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À medida que o Enem se aproxima, a pressão tende a aumentar. Para muitos estudantes, a sensação de que ainda há muito a fazer pode levar a uma rotina cada vez mais intensa de estudos, com menos tempo para dormir, descansar e realizar atividades de lazer. Na reta final, porém, especialistas alertam que aumentar indiscriminadamente a carga de estudos pode ter efeito contrário ao esperado.

Mais do que tentar recuperar todo o conteúdo de uma vez, esse período deve ser marcado pela consolidação do que já foi aprendido e pela manutenção de uma rotina que favoreça concentração, disposição e equilíbrio emocional.

“É natural que a proximidade da prova aumente a cobrança, mas isso não significa que o estudante precise abandonar toda a sua rotina para estudar. O objetivo é chegar ao Enem em condições de utilizar o conhecimento que construiu ao longo do ano. Para isso, descanso, sono e momentos de desconexão também são importantes”, afirma o diretor executivo de unidades escolares do Bernoulli Educação, Marcos Raggazzi.

Mais horas de estudo nem sempre significam melhor preparação

Na reta final, é comum que o estudante tente compensar conteúdos que ainda não domina completamente aumentando o tempo dedicado aos estudos. A estratégia, no entanto, precisa considerar não apenas a quantidade, mas principalmente a qualidade do aprendizado.

Revisar conteúdos prioritários, resolver questões e analisar os pontos que ainda geram dificuldade e que são frequentemente cobrado nas provas tende a ser mais produtivo do que tentar percorrer novamente todo o programa de disciplinas. Outro ponto de atenção é evitar mudanças radicais na rotina. Se o estudante já possui um método de organização, este não é necessariamente o momento de testar uma rotina completamente diferente ou adotar uma carga de estudos muito acima do habitual.

“Na reta final, vale olhar para o que já funciona e fazer ajustes pontuais. Criar uma rotina completamente nova pode gerar ainda mais ansiedade. O estudante precisa ter clareza sobre suas prioridades, mas também reconhecer os próprios limites”, explica Raggazzi.

Descansar também faz parte da preparação

Quando a prova se aproxima, reduzir o tempo de sono ou eliminar momentos de lazer e atividades físicas pode parecer uma forma de ganhar algumas horas de estudo. Na prática, porém, o descanso contribui para que o estudante consiga manter a atenção e a disposição necessárias para aprender e revisar conteúdos.

Ter horários minimamente definidos para dormir, fazer refeições, estudar e fazer pausas ajuda a tornar a rotina mais previsível. Atividades físicas, encontros com amigos, hobbies e outros momentos de lazer também podem permanecer na agenda, desde que conciliados com as demandas de preparação.

Comparação pode aumentar a pressão

Outro fator que pode pesar emocionalmente nesse período é a comparação. Redes sociais e conversas entre colegas podem favorecer a percepção de que outros candidatos estão estudando mais, avançando mais rápido ou dominando conteúdos que ainda representam dificuldade. Essa comparação, no entanto, não considera que cada estudante chega à reta final com uma trajetória, uma rotina e necessidades diferentes.

“É importante que o estudante tenha como referência o próprio processo. Sempre haverá alguém dizendo que estudou mais horas, faz mais simulados ou já terminou determinado conteúdo. Isso não significa que aquela seja a estratégia adequada para todos”, destaca o diretor.

Em vez de acompanhar o ritmo dos outros, a orientação é identificar quais são os próprios pontos de atenção e direcionar a energia para aquilo que ainda pode gerar ganho de desempenho.

Quando a ansiedade começa a atrapalhar

Sentir ansiedade diante de uma prova importante é uma reação comum. A preocupação merece atenção, porém, quando começa a interferir de maneira significativa na rotina, no sono, na alimentação, na concentração ou na capacidade de realizar atividades cotidianas.

Nesses casos, conversar com familiares, professores ou outros adultos de confiança pode ser um primeiro passo. Se necessário, também é importante buscar acompanhamento de um profissional especializado. “Cuidar da saúde mental não significa deixar de levar o Enem a sério. Pelo contrário. Significa criar condições para que o estudante consiga enfrentar esse momento com mais equilíbrio. Se a ansiedade está impedindo que ele durma, estude ou mantenha sua rotina, é importante não enfrentar isso sozinho”, orienta.

Informação e organização também ajudam a reduzir a pressão

Além de cuidar da rotina e do bem-estar, contar com fontes confiáveis de estudo pode ajudar o estudante a organizar melhor o que ainda precisa ser feito na reta final. Ter acesso a conteúdos reunidos em um só lugar evita que seja necessário buscar informações dispersas e pode facilitar a definição das prioridades.

Como apoio gratuito aos estudantes, o Bernoulli Educação mantém a Central Enem, plataforma que reúne conteúdos voltados à preparação para o exame, como aulas, materiais de revisão, notícias relacionadas ao Enem e ferramentas de estudo. O espaço também disponibiliza iniciativas como a Jornada Enem, o Esquenta Enem e o PraticAI Redação, ferramenta de correção de textos baseada nas competências avaliadas pelo exame.

A proposta é oferecer diferentes recursos para que cada estudante possa identificar o que faz sentido para seu momento de preparação, sem transformar a reta final em uma corrida para consumir o maior volume possível de conteúdo.

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