Perto de celebrar os seus 66 anos, no mês de abril, Brasília coleciona obras significativas que transformaram a capital e trouxeram mais qualidade de vida aos moradores. De acordo com o Governo do Distrito Federal (GDF), foram realizadas 7.279 obras nos últimos anos para beneficiar a população e as 35 Regiões Administrativas presentes no coração do Brasil.
A infraestrutura é um dos principais pilares desse conjunto de obras. A cidade passa por um período de transformações importantes, com intervenções em vias urbanas, melhorias na mobilidade e investimentos em drenagem e pavimentação. Essas ações ajudam a reduzir problemas antigos, como alagamentos e dificuldades no trânsito. Na prática, isso se reflete em mais segurança, acessibilidade e qualidade de vida para a população.
A maior obra viária foi realizada em Taguatinga com a criação do Túnel Rei Pelé, beneficiando cerca de 140 mil pessoas. Entregue em 2023, o projeto de mobilidade urbana é composto por uma passagem subterrânea e duas pistas vicinais, além de um boulevard para o transporte público.
Segundo o GDF, a capital recebeu 11 novos viadutos. Desde 2019 tem sido executada uma política permanente de viadutos, baseada em dois eixos: a recuperação e prevenção estrutural de obras antigas e a construção de novos viadutos e complexos viários. Entre 2019 e 2025, esse conjunto de intervenções soma cerca de R$ 89 milhões, incluindo obras no Eixão, reformas no Plano Piloto, a Ponte Honestino Guimarães e estruturas monitoradas em outras regiões administrativas.
Outra iniciativa que trouxe celeridade ao dia a dia da população envolveu a substituição de meios-fios vazados e a instalação de novas tampas de concreto no viaduto da DF-400, na Saída Norte. "São ações que ajudam no escoamento da água pluvial e ajudam a manter a cidade em segurança neste período de chuvas", informa o GDF.
Para melhorar a infraestrutura, o GDF também apostou na criação do Drenar-DF, considerado o maior sistema de drenagem da história do Distrito Federal e responsável por dar fim às enchentes no início da Asa Norte.
Na região, ainda houve a conclusão das obras na Saída Norte, que receberam o nome de Complexo Viário Joaquim Domingos Roriz; a criação do Corredor Eixo Oeste, ligando o Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto; e a reconstrução do viaduto no Eixão Sul, que havia desabado em fevereiro de 2018.
No que diz respeito à mobilidade de quem utiliza transportes públicos, o GDF também buscou melhorias: foram feitas seis novas rodoviárias em diferentes regiões administrativas. Além disso, o programa Vai de Graça foi implementado para garantir tarifas gratuitas nos ônibus e no metrô aos domingos e feriados. Ao todo, foram realizadas mais de 38,2 milhões de viagens sem a cobrança de passagens.
Para evitar preocupações nas chuvas, o GDF investiu, ainda, em uma nova rede de captação e escoamento de água da chuva em Vicente Pires. Foram instalados mais de 10,2 km de galerias nas principais avenidas da cidade e em chácaras da Colônia Agrícola Samambaia.
"A drenagem é o começo de tudo. É o que permite que as ruas fiquem transitáveis, que as casas não sofram com a força da chuva e que as pessoas possam viver com mais dignidade. Em Vicente Pires, a cada avanço na rede de captação, a gente vê o impacto direto na vida das famílias, com menos lama, menos preocupação e mais qualidade de vida", informa a Secretaria de Obras e Infraestrutura.
Entregas para a população
Mais do que obras estruturais, os investimentos ampliam de forma significativa a oferta de serviços à população. A cidade avança com a construção de 13 novas escolas, 27 creches e a implantação da primeira universidade pública do Distrito Federal, fortalecendo o acesso à educação em todas as etapas.
Na saúde, sete novas UPAs passam a reforçar o atendimento, enquanto a área de segurança recebe atenção com o funcionamento de delegacias 24 horas. Somam-se a isso iniciativas a construção de 14 mil moradias e a reabertura do Teatro Nacional, ampliando o acesso à cultura.
Para alcançar ainda mais pessoas no dia a dia, promovendo impacto social, o GDF apostou em quatro novos restaurantes comunitários com refeições a preços acessíveis. Em 2018, era oferecido apenas o almoço, ao custo de R$ 3. Hoje, o cenário é diferente: o almoço voltou a custar R$ 1, e o café da manhã e o jantar passaram a ser servidos por apenas R$ 0,50.
Na prática, com R$ 2, é possível fazer todas as refeições do dia. Além dos quatro novos restaurantes construídos, unidades que estavam fechadas foram reabertas e passaram a operar com melhor estrutura e atendimento. A dimensão desse serviço se reflete nos números: mais de 1,4 milhão de refeições são servidas todos os meses.
Na área rural, os avanços também são expressivos. Investimentos em programas como o Caminho da Escola, além de obras de asfaltamento, ampliação do acesso à água, oferta de crédito e parcerias estratégicas, têm impulsionado o desenvolvimento do campo. A implantação e recuperação de canais de irrigação, por exemplo, têm fortalecido a produção e contribuído para um novo momento de crescimento no meio rural.
Os investimentos avançam, ainda, na área social, com programas que ampliam a rede de proteção e levam serviços essenciais a quem mais precisa. No início deste ano, o GDF direcionou R$ 167 milhões no Cartão Gás, beneficiando 1,6 milhão de famílias. O programa foi criado como uma medida emergencial para enfrentar as consequências sociais e econômicas da pandemia de covid-19, mas logo se tornou uma política contínua para apoiar a população em situação de vulnerabilidade.
Como novidade de 2026, a Secretaria de Educação (SEEDF) apresentou o Cartão Uniforme Escolar, benefício exclusivo do estudante matriculado na rede pública e que só pode ser utilizado nas lojas credenciadas. No começo do ano, o governo também ampliou o Cartão Material Escolar
No mês de março, o novo lote do programa beneficiou mais de 6 mil alunos. Para os próximos meses, a expectativa é alcançar 172 mil estudantes. Instituído pela Lei nº 6.273/2019, o Cartão Material Escolar atende estudantes de 4 a 17 anos, regularmente matriculados e frequentes na rede pública de ensino do Distrito Federal, cujas famílias sejam beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Para o GDF, trata-se de um tempo de ação. De acordo com o governo, nos últimos anos, a população tem se deparado, diariamente, com inúmeras obras e programas para melhorar a vida daqueles que nasceram ou escolheram a capital federal para morar. Mais do que números, cada entrega realizada reflete planejamento, responsabilidade e um compromisso contínuo com o bem-estar dos moradores do Distrito Federal.
